sábado, 26 de outubro de 2013

O neo-ateu e o darwinismo

Nem sempre o darwinista é um ateu, mas praticamente todos os neo-ateus são darwinistas de carteirinha (e são chatos pra caramba). Darwinismo nada tem a ver com ateísmo, mas, mesmo assim, muitos neo-ateus babacas têm utilizado essa proposta naturalista contra o teísmo.

Quem nunca ouviu um neo-ateu usar aquele famoso chavão:



Mas quando alegamos que só existem provas empíricas da “microevolução” (pequenas mudanças dentro da espécie), eles logo dizem:



Ou simplesmente apelam para a subjetividade ao dizer que:



Será que é mesmo? Se for assim, nenhum neo-ateu terá problemas em responder nossa provinha abaixo:


PROVA PARA NEO-ATEUS FODÕES (VALENDO 10 PONTOS)

 Certo livro de química asseverou que o “conhecimento científico”, por assim dizer, só é alcançado quando conseguimos repetir o fenômeno fazendo observações controladas. (Química & Sociedade – editora Nova Geração Edição 1 São Paulo 2008, pág. 17 e 18). Isso separa o que a ciência realmente conhece (conhecimento científico), do que a ciência apenas conjectura (hipóteses científicas). O método de busca do conhecimento deve ser baseado na experimentação e no uso da lógica matemática.

A chamada Revolução Química consagrou o uso da experiência como método de busca do conhecimento.
A experiência científica consiste em uma seqüência de observações nas quais são controlados os diversos fatores que possam afetar o fenômeno. Essa forma experimental de repetir o fenômeno, fazendo observações controladas, é uma das características do modo como a ciência busca explicar a natureza. 

Todo campo de conhecimento que adotou tal método experimental passou a ser considerado ciência.

Método experimental de uma teoria científica:  
1-      Observação do fenômeno
2-      Elaboração de hipóteses
3-      Teste das hipóteses
4-      Generalização
5-      Proposição de uma teoria explicativa para o fenômeno (fonte Química & Sociedade – editora Nova Geração Edição 1 São Paulo 2008, pág. 17 e 18).  

Pois bem! Vamos à prova:

Baseando-se no texto acima, prove que a macroevolução é conhecimento ou fato científico. Preencha os campos:

No ano de ............. o cientista............................................... conseguiu repetir de forma controlada o fenômeno da macroevolução em laboratório. Ele fez com que a descendência de alguns peixes desse origem a anfíbios, e também fez com que a descendência de anfíbios originasse répteis. Tudo foi registrado no estudo científico revisado por pares chamado
.......................................................................................... e publicado no periódico científico......................................................................................


O neo-ateu que tirar nota máxima na prova receberá o título de “ateu fodão honorariu”! Boa sorte!

Atualização (27/10/2013): Tudo está acontecendo como eu previa! Joguei essa provinha em algumas redes sociais e esperei pelas respostas dos darwinistas fanáticos. Como já era esperado nenhum darwinista preencheu os campos da prova. Entre alguns xingamentos e chiliques, um deles respondeu o seguinte:

"não é assim que se experimenta a evolução, e por um motivo muito simples, os efeitos das modificações genéticas que separam os seres vivos em espécies e filos levam intervalos de tempo geológicos , algo impossível de se reproduzir em laboratório!"


Ok! Então concordamos que a macroevolução não pode ser reproduzida em laboratório, muito menos pode ser observada, pois seu período de ação supostamente se arrasta por "bilhõoooooooooooooooooes" de anos (apelo ao fator tempo)! Portanto não pode ser classificada como "conhecimento científico", a menos que tenhamos outra maneira de comprová-la de forma empírica. De fato há uma maneira bem prática! Através do registro fóssil. Mas o problema é que o registro fóssil também não comprova a macroevolução, veja o que muitos cientistas dizem:

“Não se encontram quaisquer formas transicionais no registro fóssil, mui provavelmente, porque não existem de jeito nenhum formas transicionais no estágio fóssil. Mui provavelmente, as transições entre as espécies animais e/ou as transições entre as espécies vegetais, jamais ocorreram” (Deveria Ser Ensinada a Evolução? De John N. Moore, PP. 9,14,24/ New Scientist, “Cartas”. 15 de setembro de 1983, p.798).

 “Os fósseis não documentam de forma convincente uma transição sequer de uma espécie em outra. Ademais, as espécies duraram por períodos surpreendentemente longos de tempo” (The New Evolutionary Timetable, p.95).

 “Não é sequer possível fazer uma caricatura duma evolução, à base de fatos paleobiológicos. O material fóssil é agora tão completo que a falta de séries transicionais não pode ser explicada por se lançar a culpa na escassez de material. As deficiências são reais; jamais serão suprimidas.” (Heribert Nilsson – botânico – A Origem Sintética das Espécies, página1212).

 “Não se conhecem formas transicionais entre quaisquer dos principais ramos de animais ou plantas... existem grandes lacunas entre muitas das principais categorias de organismos” (Processes of Organic Evolution p.147)

 “Infelizmente, os fósseis não satisfazem esta expectativa, pois espécies individuais de fósseis raramente acham-se conectadas umas às outras por meio de conhecidas formas intermediárias.... espécies fósseis conhecidas realmente parecem não ter evoluído, mesmo no decorrer de milhões de anos” (New Scientist 4 de fevereiro de 1982 p.320)

 “Nos fósseis inexistem formas intermediárias. Agora vamos a razão: é essencialmente porque não existiram formas intermediárias” (Science 81, Hoyle e Wickramasinghe - Evolução Humana: Suave ou aos Saltos? Setembro 1981 página 7)

7 comentários:

  1. "Então concordamos que a macroevolução não pode ser reproduzida em laboratório, muito menos pode ser observada"

    Não, não concordamos. Sim, é verdade que a macroevolução não pode ser reproduzida em laboratório, mas não, não é verdade que não possa ser observada. Macroevolução PODE ser observada, apenas não pode ser observada ao vivo. Temos registro fóssil suficiente pra concluir com muita certeza que existe SIM um processo evolutivo em que espécies novas surgem a partir de espécies já existentes, ou seja, a vida muda.

    E sobre as formas trasicionais, uma forma transicional é aquela que possui características de dois grupos taxionômicos diferentes (ave+réptil , peixe+anfíbio, etc...). Não há formas trasicionais na evolução humana a partir do primeiro macaco, por exemplo, porque TODAS as formas da seqüência já são de mamíferos, já são de hominídeos/macacos.

    Mas as formas transicionais EXISTEM SIM. Duas delas:
    http://fossil.wikia.com/wiki/Tiktaalik
    http://fossil.wikia.com/wiki/Archaeopteryx
    Mesmo se não tivéssemos formas transicionais, isso seria irrelevante pra determinar se existe ou não um processo evolutivo no qual espécies mudam de uma coisa pra outra. Não precisamos uma forma que mostre a mudança de réptil para ave, por exemplo, porque já temos formas que mostram com clareza que há mudanças entre espécies de aves e entre espécies de répteis.

    Nós temos o suficiente, inclusive as tais formas transicionais em si, então o argumento da ausência de formas transicionais não funciona.

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    1. O tiktaalik é citado como uma forma transicional entre peixes e tetrápodes, mas não deveria. Para sua informação, foram encontradas em Zachemie, Polônia, pegadas de tetrápodes (com dígitos), datadas como sendo 20 milhões de anos mais antigas que o tiktaalik (que nem tinha dígitos) ( vide: Nature Vol. 463: 40-41 de 7 de janeiro de 2010).
      Quanto ao archaeopteryx, antepassado dos pássaros ele não foi, pois foram encontrados fósseis de pássaros em rochas do mesmo período que o Archeopteryx (Science, “Penas do Archaeopteryx : Barbas Assimétricas Indicam Função Aerodinâmica” de Alan Feduccia e Harrison B. Tordoff, 9 de março de 1979, PP. 1021, 1022).
      O Archaeopteryx também não foi um tipo de pássaro, mas apenas um dinossauro com penas (vide: Nature 475, 465–470 28 July 2011 doi:10.1038/nature10288). Outros cientistas também contestam a possibilidade dessa evolução répteis - pássaros: http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/jmor.10752/abstract

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    2. "foram encontradas pegadas de tetrápodes datadas como sendo 20 milhões de anos mais antigas que o tiktaalik" / "foram encontrados fósseis de pássaros em rochas do mesmo período que o Archeopteryx"

      Sim. E? Qual é o problema? Não existe uma regra natural que faça com que espécies que começaram a existir antes que outras necessariamente também deixem de existir antes das demais. Nem existe uma regra que faça com que uma espécie deixe de existir para que outra evolua/surja a partir dela. Pode muito bem ser que grupos de tiktaalik ou archeopteryx tenham se isolado em ambientes diferentes e em alguns desses ambientes tenham evoluído pra outras coisas e em outros tenham permanecido o que eram. Aliás, "pode" não, FOI assim, porque é exatamente assim que o processo evolutivo acontece: divisão -> isolamento -> mutação -> especiação. Nada impede que uma espécie dê origem a outra e que as duas coexistam (e inclusive até que a primeira dure mais tempo que a segunda) de tal modo que um fóssil da espécie mais antiga seja mais recente que um fóssil da espécie mais nova.

      Daqui a 20 milhões de anos algum ET vai encontrar fósseis de crocodilo datados de era igual ou mais recente que fósseis de ser humano. Isso "vai" significar que o ser humano (que hoje existe há 150-200 mil anos) "era" uma espécie tão antiga quanto o crocodilo (que é literalmente uma espécie de dinossauro viva até hoje).


      E a isso tudo se soma que NÃO IMPORTA. Como eu disse, tem-se evidência suficiente da existência de um processo evolutivo na natureza, de uma mudança gradual nas formas de vida. Não é necessário fóssil de lagarto que vira galinha se nós temos o fóssil de um outro pássaro que virou uma galinha. Não precisamos formas transicionais, concluir que as espécies mudam ao longo do tempo não depende disso.

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    3. "Qual é o problema? Não existe uma regra natural que faça com que espécies que começaram a existir antes que outras necessariamente também deixem de existir antes das demais"

      Bom! O darwinismo ensinava que o Archeopteryx foi um ancestral dos pássaros. A própria palavra "ancestral" significa antecessor, ou seja, algo que veio antes. Então o fato de terem encontrado fósseis de pássaros em rochas do mesmo período do Archeopteryx já derruba essa ideia.
      O mesmo acontece com o tiktaalik, que é até hoje considerado um ancestral dos tetrápodes. Como ele poderia ser um ancestral dos tetrápodes, se já existiam tetrápodes há 20 milhões de antes do tiktaalik? Tem alguma coisa que não está batendo nessa estória! Além disso temos o detalhe dos dígitos. Segundo o darwinismo, o tiktaalik teria dado origem a esses animais com dígitos (lembrando que o próprio tiktaalik não tinha dígitos, apenas nadadeiras). Mas as descobertas científicas revelaram que os animais com dígitos já viviam bem antes do tiktaalik. Isso em si já mostra claramente o erro darwinista. Agora, se vc não vê problema algum no fato de o ancestral existir DEPOIS do descendente, então tudo bem! : )

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  2. "o fato de terem encontrado fósseis de pássaros em rochas do mesmo período do Archeopteryx já derruba essa ideia" / "o tiktaalik teria dado origem a esses animais com dígitos [...] mas animais com dígitos já viviam bem antes do tiktaalik"

    Eu vou explicar de novo.

    Uma espécie ancestral pode não apenas coexistir com uma espécie descendente sua como até continuar a existir mesmo depois do fim da espécie descendente. É perfeitamente possível que se formem grupos da primeira espécie que sigam processos evolutivos diferentes. Não apenas é possível, como de fato é EXATAMENTE ASSIM que o processo evolutivo acontece: uma espécie se divide em diferentes grupos, depois os diferentes grupos habitam diferentes ambientes, depois mutações acontecem em um dos grupos, depois a seleção natural determina quem segue existindo e quem é extinto (pra quem as mutações forem vantajosas, a existência, pra quem elas forem desvantajosas, a extinção), depois o grupo que teve mutações vantajosas e se adaptou (ou seja, sobreviveu e é agora uma nova espécie) passa a COEXISTIR com os grupos sobreviventes da espécie anterior (que nesse período ficou no ambiente inalterado permanecendo como era por não ter mutações), depois por algum motivo qualquer (como mudança em sem ambiente, por exemplo) a nova espécie não se adapta e se extingue (tudo isso enquando a primeira espécie continua como sempre foi por não ter mutações e não precisar se adaptar), depois vinte milhões de anos se passam e a espécie mais antiga (a sem mutações, a original) deixa carcaças vinte milhões de anos mais recentes do que as carcaças fossilizadas da espécie mais nova.



    "Como ele poderia ser um ancestral dos tetrápodes, se já existiam tetrápodes há 20 milhões de anos antes do tiktaalik?"

    Resposta: aquele INDIVÍDUO ESPECÍFICO da espécie com pernas e dedos viveu e morreu antes daquele INDIVÍDUO ESPECÍFICO da espécie anterior ao desenvolvimento de pernas e dedos, isso não significa que TODA A ESPÉCIE do indivíduo com pernas e dedos teria existido antes de TODA A ESPÉCIE anterior ao desenvolvimento de pernas e dedos. Tu extrapola uma situação muito ESPECÍFICA E ÚNICA pra um todo GERAL E ABRANGENTE.

    Vou explicar de novo, terceira vez:
    1- uma espécie existe (é, portanto, a mais antiga)
    2- dá origem a uma segunda espécie (a espécie mais jovem)
    3- um indivíduo da espécie jovem morre, e sua carcaça é fossilizada
    4- ambas espécies COEXISTEM por 20 milhões de anos
    4- a segunda e mais jovem espécie é extinta, desaparece, morre, mas a espécie mais antiga permanece
    5- um indivíduo da espécie antiga morre e sua carcaça é fossilizada
    6- 375 milhões de anos se passam, e o ser humano acha os dois fósseis: o de 375 milhões de anos da espécie mais antiga e o de 397 milhões de anos da espécie mais jovem, ou seja, uma espécie mais antiga deixou um fóssil 20 milhões de anos mais recente que um fóssil de uma espécie mais jovem

    É o mesmíssimo caso do meu exemplo do crocodilo e do ET.

    O fato de uma espécie X ser mais antiga do que uma espécie Y mas ter um fóssil mais recente do que a espécie Y NÃO SIGNIFICA COISA ALGUMA. O argumento do "espécie velha x fóssil novo" NÃO SERVE, o raciocínio por trás dele foi mostrado INVÁLIDO.



    E depois disso tudo, ainda permanece o fato: TANTO FAZ se temos ou não formas transicionais. Temos o suficiente, formas transicionais não são indispensáveis pra concluir que existe um processo natural de mudança e adaptação das espécies ao longo do tempo. Não precisa forma transicional, não é necessário. Tu insiste num argumento que é inútil, que mesmo que tu esteja certo e tenha de fato uma alegação verdadira, NÃO TE LEVA A LUGAR ALGUM, não te move um milímetro pra perto de um "Deus existe" ou "a possibilidade da vida existir sem Deus foi descartada".

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  3. Os comentários do Atadalfo estão meio confusos. Queira esclarecer melhor sua tautologia. Como poderia os tetrápodes serem oriundos do tiktaalik como foi divulgado, quando o fóssil tiktaalik é anacrônico sendo localizado em estrato fóssil 18 milhões de anos depois dos tetrápodes?

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  4. A argumentação do ATADOLFO deixa muito evidente que a evolução não pode ser falseada. É uma tautologia.

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