sábado, 10 de junho de 2017


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Arraias (bad design)

Comentário feito em uma página ateísta no Facebook




O argumento do "bad design" (desenho ou projeto ruim) consiste em mostrar exemplos de supostas imperfeições na natureza no intuito de provar que tais coisas evoluíram por meio de processos naturais cegos e aleatórios. Uma inteligência não poderia elaborar um projeto defeituoso, argumentam.

No entanto, porém, esses críticos se esquecem que temos uma tonelada de exemplos de coisas que foram comprovadamente projetadas, mas que apresentam defeitos. Um exemplo disso é o próprio Windows, que apesar de ter sido projetado por mentes inteligentes e capacitadas, apresenta inúmeros "bugs" (falhas).



Portanto falhas e defeitos não indicam ausência de design intencional. Isso no máximo indica que o projeto não é tão bom.

Nesse ponto os críticos vão começar a lançar seus espantalhos dizendo que um Deus perfeito jamais criaria coisas imperfeitas. Só estão se esquecendo de outro detalhe: os proponentes da TDI não afirmam que o projetista é um Deus. Na verdade eles admitem honestamente que não podem dizer quem é o projetista. Tudo o que eles podem fazer é mostrar que existem traços de design na natureza e inferir que essas coisas foram projetadas deliberadamente por uma inteligência, visto que somente uma inteligência pode projetar algo assim. Design Inteligente se resume em observações de estruturas naturais e inferências em cima do que foi observado nessas estruturas. A TDI também conta com métodos para identificar padrões reconhecidos de planejamento.

Os argumentos de Bad Design também possuem falhas


Acontece que praticamente todos os argumentos de "bad design"  são falhos e facilmente refutáveis. Já falamos aqui em alguns deles (ex: nervo laríngeo da girafa, compartilhamento da faringe, DNA lixo, fiação invertida da retina e outros...). Todos esses argumentos são oriundos da falta de conhecimento de seus autores, e o argumento de hoje não é diferente.

O suposto bad design da arraia elétrica




O "biólogo de Facebook" alega ter identificado um "bad design" na raia (ou arraia elétrica). Segundo ele a posição dos olhos e da boca desse animal dificulta a alimentação do mesmo, pois ele tem dificuldades de enxergar o alimento e por isso fica procurando a comida por horas. Será?

Por que a arraia é do jeito que é?


Os olhos da arraia estão localizados na parte superior do animal para que ele possa se cobrir com finas camadas de areia no intuito de se camuflar. Nesse caso os seus olhos proeminentes ficam para fora, observando tudo ao seu redor.


A boca produz uma sucção poderosa, capaz de desalojar os invertebrados com conchas do substrato.
Para localizar suas presas esse animal não precisa dos olhos. Na verdade ele possui pequenos poros chamados “ampolas de Lorenzini” que são sofisticados receptores sensíveis à temperatura, salinidade e pressão da água, com capacidade especial para detectar campos eléctricos muito subtis, gerados por outros animais. Quando a arraia e a presa se aproximam um do outro, os sensores elétricos mais próximos à presa são ativados e enviam uma mensagem tridimensional ao cérebro da arraia, sobre a localização exata da presa, em tempo real. A arraia sabe precisamente a distância e a posição relativa da presa. A arraia também é capaz de farejar suas presas através de seus espiráculos. Portanto ao contrário do que nosso "çientista de Facebook" disse, esse animal não tem dificuldade alguma para caçar e se alimentar da sua presa.



Inquisição - quantas pessoas morreram?

ARGUMENTO - "A religião cristã foi responsável pela morte de milhões de pessoas através da Inquisição".


Sim, alguns ateus militantes dizem isso, como você pode observar nesse exemplo abaixo:

Post encontrado no site "Diário de Uns Ateus


Para os ateus militantes a religião representa o que há de pior no mundo. A religião seria responsável pela maioria das guerras e desgraças que ocorreram ao longo da história. Também seria uma grande disseminadora de ódio e preconceito contra negros, gays e religiões não cristãs. Por esse motivo os ateus militantes julgam que o mundo seria bem melhor sem a religião. Isso inspira um número cada vez maior de ateus militantes dispostos a varrer a religião do mapa.

É claro que esse discurso vitimista e difamatório dos ateus acaba convencendo muita gente nessa época em que as pessoas parecem ter perdido a capacidade de avaliar as coisas por si mesmas, e geralmente recebem suas informações, avaliações e conclusões prontas da mídia. 

Mas será que a Inquisição foi tão terrível assim como esses anticristãos querem fazer parecer?

O que foi a Inquisição?



Inquisição ou Santo Ofício foram tribunais estabelecidos durante a Idade Média em alguns países com a finalidade de perseguir e punir os que eram considerados hereges pela igreja católica. Os primeiros tribunais foram estabelecidos na França, durante o século XIII (Moderna Enciclopédia de Consultas Radial, página 1925). 

Quantas pessoas foram condenadas à morte na Inquisição?


Antes de tudo quero deixar claro que não estou tentando justificar a Inquisição. A Inquisição foi realmente um ERRO da igreja católica. O meu objetivo aqui é informar, mas com dados verídicos.

Ao contrário do que os ateus militantes andam espalhando por aí, a Inquisição não matou "milhões" de pessoas. O número real de mortes não é consenso entre os historiadores, mas certamente nenhum deles fala sobre "milhões de mortes". O historiador e erudito Joseph Perez, por exemplo, estimou cerca de 125 mil julgamentos durante a Inquisição, o que resultou em menos de 10 mil condenações à morte (Joseph Perez, A Inquisição espanhola. A História, Universidade de Yale - 2006: 173). 

Ricardo Garcia Cárcel, um historiador espanhol, calculou que ocorreram entre 120.000 a 150.000 julgamentos durante a Inquisição, o que resultou em 4.200 a 5.250 mortes. De acordo com Jean-Pierre Dedieu, um historiador francês, ocorreram cerca de 200 mil julgamentos durante a Inquisição, o que resultou em menos de 10 mil mortes (Dizionario Storico dell'Inquisizione, vol. III, p. 1699).

O número de mortes contabilizadas por esses historiadores pode ser ainda menor se levarmos em conta as chamadas "efígies", que aconteciam quando bonecos de palha eram queimados no lugar da pessoa condenada, representando-a (Gustav Henningsen, The Database of the Spanish Inquisition.  1992, pp. 43-85).

CONCLUSÃO: A Inquisição durou 4 longos séculos, produziu cerca de 200 mil julgamentos e condenou menos de 10 mil pessoas à morte. 

Mesmo que a Inquisição nos pareça algo cruel ( e de certa forma foi mesmo), ela se torna pequena perto de outras atrocidades que ocorreram no decorrer da história. Muitas dessas atrocidades tinham um "dedinho ateu" envolvido. 

Que tal compararmos? Só a nível de curiosidade mesmo:

Revolução Francesa anticlerical (entre 16 mil a 40 mil mortes).


Em 1789 a população da França era a maior do mundo e se dividia em três estados: clero, nobreza e povo. O clero e a nobreza tinham várias mordomias e privilégios. O povo, porém, tinha que pagar impostos abusivos para sustentar o clero e a nobreza. A Revolução Francesa teria sido um movimento de revolta contra essa situação (pelo menos na teoria). No entanto, porém, muitos religiosos foram assassinados durante essa revolução. Alguns revolucionários radicais ateus se aproveitaram da situação e tentaram varrer o cristianismo da França, propondo a substituição do culto cristão pelo "culto da razão". A antiga Catedral de Nossa Senhora de Estrasburgo foi transformada num tipo de "Templo da Razão". 

Fidel Castro (17 mil mortes)


O ditador Fidel Castro, que a ATEA faz questão de listar orgulhosamente como um dos muitos "ateus famosos", perseguiu e matou muitas pessoas durante seu governo. Suas principais vítimas eram gays e negros. Muitas de suas vítimas foram mandadas para campos de concentração. Outras foram deportadas e muitas foram fuziladas. 


Estado Ateu


Mao Tse-Tung  (70 milhões de mortes)

Joseph Stalin (40 milhões de mortes)

Pol Pot (2 milhões de mortes)

Obs: Esses três líderes (e outros ) eram comunistas e tentaram promover o ateísmo como um tipo de lei pública, de acordo com a doutrina do materialismo dialético marxista.. A liberdade religiosa foi suprimida e o Estado se esforçava por promover o ateísmo. Chamamos isso de "ateísmo de Estado".  Isso resultou em MILHÕES de mortes. 

Explosões atômicas de Hiroshima e Nagasaki ( cerca de 240 mil mortos).


Resolvi falar sobre as explosões de Hiroshima e Nagasaki porque existe um "dedinho ateu" nesse caso também. O físico norte americano Julius Robert Oppenheimer era ateu convicto. Ele dirigiu  o  Projeto Manhattan, que desenvolveu a bomba atômica. 

Esses foram só alguns casos de eventos que mataram muito mais que a Inquisição e que contaram com uma "ajudinha" direta ou indireta de ateus. É bom que o amigo ateu se lembre disso antes de citar a Inquisição para atacar o cristianismo novamente. Não é uma questão de quem matou mais, mas uma questão de reflexão. Varrer a religião do mapa não resolverá os problemas da humanidade, pois o ser humano pratica maldades com ou sem Deus. Ademais, o fato de existirem ateus ruins, não faz do ateísmo uma filosofia ruim, e o fato de existirem cristãos maus, não faz do cristianismo uma religião má. 









terça-feira, 30 de maio de 2017

Atavismos, plesiomorfias e órgãos vestigiais


Apêndice caudal e espinha bífida



Lembro-me de uma conversa que tive com uma paleontóloga bem conhecida na internet. Na ocasião essa árdua defensora da teoria de Darwin me mostrou uma foto de um ser humano com rabo! Isso mesmo! Ela argumentou que isso era um exemplo de "atavismo", que seria o reaparecimento de uma característica primitiva em um organismo depois de várias gerações. Segundo os evolucionistas alguns dos nossos alegados ancestrais tinham rabo e viviam nas árvores.


Por que isso não comprova a ancestralidade comum?


É bom ressaltar que existem dois tipos de caudas humanas: a verdadeira (chamada apêndice caudal) e a falsa. A cauda falsa não possui haste óssea, cartilagem ou músculos. É somente pele e gordura.  Ela também não tem ligação alguma com o cóccix. Em alguns casos essa "cauda" nasce em outras regiões do corpo. No caso do menino da foto abaixo, ela nasceu na região do pescoço.
Apesar de ser muito parecida com um rabinho, essa elevação da pele não é uma cauda de fato. A falsa cauda humana é considerada uma malformação congênita.

Quanto ao apêndice caudal, a medicina também o considera uma anomalia. Nesse caso há ligação com o cóccix, mas o que ocorre é uma falha nos genes limitadores. Existem genes limitadores que limitam a quantidade de vértebras coccígeas em quatro (ou cinco, em alguns casos). Quando esses genes falham, o cóccix pode ter vértebras extras, como no exemplo abaixo:

As vértebras normais estão enumeradas em azul. As vértebras caudais estão enumeradas em amarelo.

Os evolucionistas usam essa anomalia como "evidência" de nosso parentesco com seres primitivos que tinham cauda. O interessante, porém, é que existe uma outra anomalia causada pelo mesmo problema: falha nos genes limitadores. Essa anomalia é chamada de polidactilia ( excesso de dedos nas mãos ou nos pés). Mas como não existe qualquer estória sobre ancestrais humanos que tinham mais que dez dedos nas mãos ou nos pés, os evolucionistas não usam a polidactilia como "evidência" para sua teoria.


Assim como os “dedos a mais” não indicam que os nossos supostos ancestrais possuíam mais dedos nas mãos, um cóccix com algumas vértebras a mais não indica que nossos supostos ancestrais possuíam rabo. Isso é só uma anomalia.

Se  o "rabinho humano" prova que descendemos de criaturas que tinham rabo, então o chifre do senhor Huang Yuanfan prova que nossos ancestrais tinham chifres! Pois é! Um chinês chamado Huang Yuanfan, de 84 anos, tem um chifre de mais de 7 centímetros. Será que isso prova nosso parentesco com os unicórnios? Rsrs. (vide).

Huang Yuanfan

Os evolucionistas também alegam que os embriões possuem "rabo" e "guelras". Segundo a Lei da recapitulação ontofilogenética os embriões, durante a fase de desenvolvimento, experimentam todas as etapas evolutivas. E como a crença evolutiva diz que viemos também dos peixes, encontrar guelras nos embriões humanos faria todo o sentido! Faria sim, se fosse verdade! Acontece que as tais protuberâncias que os evolucionistas chamam de fendas ou arcos branquiais não são guelras de verdade, mas apenas estruturas que vão dar origem a estruturas no seu pescoço e face (Langman, J. 1975, Medical Embryology, pág. 262). E o rabinho é apenas o cóccix do embrião!

Músculo palmar (longo) 




Os evolucionistas alegam que esse músculo é muito importante para os animais que usam os braços para ajudar na locomoção, mas que nos seres humanos ele é praticamente inútil, tanto é que muitas pessoas  nascem sem esse músculo e não sentem falta dele (11% da população mundial não têm esse músculo). O argumento aqui é: se temos esse músculo no corpo e ele é inútil, então ele provavelmente é um resquício evolutivo, um tipo de órgão vestigial! Algo que já foi útil para os nossos ancestrais, mas não é  útil atualmente, e a evolução está tratando de eliminar esse “pedaço desnecessário” de nosso corpo.

É importante ressaltar que esse músculo tem utilidade sim! O músculo palmar (longo) tem a função de flexionar a mão. Ele não é um músculo indispensável, é verdade! Você consegue flexionar sua mão perfeitamente sem ele, mas quando está presente ele ajuda a estabilizar  a articulação para que não ocorra um movimento indesejado durante a ação do músculo principal. Esse músculo é sinergista, ou seja, é um músculo secundário que tem por função ajudar o músculo principal. Dizer que esse músculo é um resquício evolutivo só porque ele não é indispensável para o movimento das mãos é apelar para especulações.

Costelas cervicais (costelas do pescoço)




As costelas cervicais são anomalias congênitas de causa desconhecida que se caracterizam pelo crescimento de uma costela extra em uma das vértebras do pescoço. Muitos evolucionistas espertinhos utilizam essa anomalia para dizer que isso é uma evidência de nosso parentesco com seres simiescos, mas como já vimos a causa dessa anomalia é desconhecida, e o que se fala além disso não passa de achismo.

Outros exemplos de "órgãos vestigiais" desmentidos:

DNA lixo (clique aqui)
Apêndice (clique aqui)
Mamilos masculinos (clique aqui)
Patas das baleias (clique aqui)




domingo, 28 de maio de 2017

terça-feira, 23 de maio de 2017

Mutações e moscas-das-frutas

A hipótese


Os proponentes da teoria da evolução acreditam que mutações randômicas ao longo de milhões ou bilhões de anos podem trazer modificações benéficas para os seres vivos. Nós sabemos que a maior parte das mutações são prejudiciais ou deletérias (Encyclopedia Americana – volume 10 p.742 e Chromosomes and Genes, p.127). Sabemos também que mutações são muito raras, pois a reprodução das cadeias de DNA que compõem um gene é notavelmente exata (Encyclopedia Americana – volume 10 p.742). Mas, mesmo assim, para os evolucionistas tudo se torna possível quando se leva em conta um fator importante - o tempo!
Para eles a seleção natural foi responsável por filtrar essas mudanças provocadas pelas mutações randômicas ao longo do tempo. Animais que sofriam mutações prejudiciais eram eliminados pela seleção natural, ao passo que as raríssimas mutações benéficas davam ao animal uma vantagem extra. E dessa forma a teoria de Darwin se aventurou a explicar como um simples quimiolitoautotrófico deu origem a animais complexos como elefantes, girafas e o próprio ser humano.

Testando a hipótese em laboratório




Durante cem anos os cientistas fizeram experiências com as moscas-das-frutas (drosophila melanogaster). Essas moscas foram expostas a radiação e a produtos químicos na tentativa de provocar mutações. O número de mutações aumentou cem vezes mais que o normal. Mas o que os cientistas conseguiram com essas mutações? Aparentemente o resultado não foi animador! Os cientistas observaram que:

1- As moscas mutantes eram inferiores às moscas normais no quesito viabilidade, fertilidade e longevidade (Heredity and the Nature of Man. Página 126).

2- As moscas mutantes eram verdadeiros "monstrinhos" com asas, patas e corpos malformados. Algumas tinham quatro asas, mas não eram capazes de voar. Outras nasceram com pernas no lugar das antenas. Algumas tinham asas de tamanhos diferentes ou atrofiadas. Um show de aberrações.

3- As moscas mutantes que se acasalaram entre si acabaram gerando moscas normais novamente depois de algumas gerações. Segundo uma revista de divulgação científica os danos significativos causados às moléculas de DNA podem provocar uma resposta de emergência em que quantidades incrementadas de enzimas reparadoras são sintetizadas (Scientific American - Reconstrução Induzida do ADN - Paul Howard Flanders, Novembro de 1981, página 72).



RESUMINDO: 

1 -Os cientistas que fizeram essas experiências conseguiram apenas mudanças abaixo do nível taxonômico, ou seja, microevoluções. Por mais que tenham sofrido mudanças, as moscas não deixaram de ser moscas.

2- Mesmo que a crença predominante entre os evolucionistas seja a de que mutações ao acaso podem produzir aperfeiçoamento nos organismos (como no caso da crença sobre a evolução do olho humano, por exemplo), essas mutações provocadas em laboratório não foram capazes de produzir qualquer aperfeiçoamento, mas apenas deformidades. E olha que essa experiência simulou milhões de anos de evolução.