domingo, 12 de abril de 2026

Pois é!

 


Sim, vocês mataram Jesus e ainda pediram que o sangue dele (culpa pelo assassinato) caísse sobre suas cabeças: 
E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.” (Mateus 27:25)

Tempos mais tarde ocorreu o Holocausto, e até hoje muitos se perguntam por que Deus permitiu algo assim. 

Quanto aos cristãos, a mensagem central que aprendem com Jesus é a do amor, do perdão e da compaixão, inclusive para com aqueles que pensam ou creem de forma diferente. Por isso, a fé cristã, em sua essência, não ensina o ódio, mas sim uma postura de humildade e respeito ao próximo, o que inclui os judeus. 

sábado, 11 de abril de 2026

Deuteronômio 6:4 indica que Deus não pode ser uma trindade?

 Argumento: Em Deuteronômio 6:4 o versículo diz que Deus é único. E a palavra hebraica traduzida como "único" mostra que Deus não pode ser uma trindade. 


Resposta: A palavra “אחד” (echad) realmente significa UM. Porém, o que a maioria dos críticos ignora, é que essa mesma palavra pode significar uma unidade composta. Por exemplo, essa palavra foi usada em Gênesis 2:24 para dizer que o homem deixaria sua família, se uniria a uma mulher, e os dois se tornariam UMA (echad) carne, ou seja, uma unidade composta, formada por duas pessoas. Em Esdras 3:1 o texto bíblico diz que o povo se reúne como um só homem (echad). 

Portanto essa palavra não significa sempre singularidade. A palavra hebraica para único absoluto seria “yachid”. 

Lembre-se que no próprio livro de Gênesis outra palavra hebraica foi usada em referência a Deus, e essa palavra é אֱלֹהִים (“Elohim”) e a terminação "im", em hebraico, indica plural. Por exemplo: 

“No princípio, Elohim criou..." (Gênesis 1:1). “Elohim” (plural) “criou” (bara, verbo no singular). 

"Façamos (plural) o homem à nossa (plural) imagem..." Gênesis 1:26. 

O que está em pleno acordo com João 1:1: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus."

Não dois deuses, mas um só Deus com unidade composta: Pai, Filho e Espírito Santo. 


terça-feira, 7 de abril de 2026

Mateus errou o nome do pai de Zacarias?

 Argumento: Mateus errou o nome do pai de Zacarias em Mateus 23:35



Resposta: Sim, ele pode ter errado, ou não... Vamos entender: 

No capítulo 23, versículo 35, o evangelho de Mateus diz o seguinte:

“Para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar.”  Mateus 23:35

Preste bem atenção nos detalhes: Mateus está reproduzindo uma fala de Jesus, onde ele teria dito que um homem chamado Zacarias, filho de Baraquias, foi morto dentro do Templo judaico. 

O problema é que quando vasculhamos o Antigo Testamento, não encontramos nada a respeito da morte de Zacarias, filho de Baraquias. Contudo, encontramos o relato da morte de outro homem chamado Zacarias, só que esse era filho de Joiada. E a forma como ele foi morto bate perfeitamente com a descrição que Jesus deu:

“Então o Espírito de Deus revestiu a Zacarias, filho do sacerdote Joiada, o qual se pôs em pé acima do povo e disse: Assim diz Deus: Por que transgredis os mandamentos do Senhor, de modo que não prosperais? Visto que deixastes o Senhor, também ele vos deixará.

E conspiraram contra ele e, por mandado do rei, o apedrejaram no pátio da Casa do Senhor.” (2 Crônicas 24:20–21). 

Sim, um homem chamado Zacarias morreu no Templo judaico, e isso foi registrado em 2Crônicas... porém, não era o filho de Baraquias, como Mateus registrou em seu livro, e sim o filho de Joiada. 

Zacarias, filho de Baraquias foi um profeta que atuou no chamado “período persa”, ou seja, foi um profeta pós-exílio. Ele viveu por volta de 520 a.C.

Já o Zacarias, filho de Joiada foi um sacerdote que viveu no século IX a.C.

Mas se o filho de Joiada foi quem morreu no templo, por que então Mateus diz que foi o filho de Baraquias? 


Não sabemos ao certo, mas podemos inferir duas possíveis explicações:


1 – Mateus deve ter se equivocado e citado o nome errado. Note que Lucas também citou essa mesma fala de Jesus, mas não citou o nome do pai de Zacarias (Lucas 11:51). Isso indica que o próprio Jesus não citou o nome Baraquias, mas apenas Zacarias. O erro pode ter vindo de Mateus, que se confundiu, ou de algum copista que tentou acrescentar o nome do pai de Zacarias ao texto, mas se equivocou. 


2 – Não existe na Bíblia um relato que descreva como morreu Zacarias, filho de Baraquias. É possível que ele também tenha sido morto no templo, e que Mateus esteja se referindo a alguma tradição judaica preservada fora do texto bíblico.

Além disso, há um detalhe que muitas vezes passa despercebido por estudiosos das Escrituras: em Mateus 23:35, afirma-se que Zacarias, filho de Baraquias, foi morto “entre o santuário e o altar”. Já em 2 Crônicas 24:20–21, lemos que Zacarias filho de Joiada foi morto “no pátio da Casa do Senhor”.

Ora, o santuário ficava na parte interna do templo — uma área fechada, de acesso restrito aos sacerdotes — enquanto o altar de sacrifícios ficava no pátio, na área externa. Isso significa que o filho de Joiada foi morto no pátio, isto é, na área externa do templo, onde havia maior circulação.

Por outro lado, o texto de Mateus especifica que o filho de Baraquias morreu “entre o santuário e o altar”, o que pode indicar uma localização mais precisa, numa zona de transição entre o edifício do templo (parte interna) e o altar (no pátio).

Diante disso, talvez não se trate de uma confusão por parte de Mateus, mas da referência a uma morte que não foi registrada no Antigo Testamento. E, possivelmente, por se tratarem de episódios semelhantes — envolvendo homens com o mesmo nome e mortes em contexto do templo — muitos acabam confundindo os personagens, chegando até a supor que haja um erro no texto de Mateus.


segunda-feira, 6 de abril de 2026

Suposta contradição bíblica - quem era o sumo sacerdote perante Jesus?

 

Resposta: Oficialmente, o sumo sacerdote era Caifás, que estava em exercício durante o julgamento de Jesus.

Anás havia sido sumo sacerdote anteriormente, mas foi deposto pelos romanos.

Lucas menciona Anás porque ele também exercia grande influência religiosa e política na época. Além disso, Jesus foi levado primeiro a Anás antes de ser enviado a Caifás (João 18:13).

Portanto, não se tratam de relatos contraditórios, mas complementares.


Primeiro conversou com Anás: 

"E conduziram-no primeiramente a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano."

João 18:13

Depois com Caifás:

E Anás mandou-o, amarrado, ao sumo sacerdote Caifás.
João 18:24

domingo, 29 de março de 2026

Herodes morreu antes de Jesus nascer?

 Suposta contradição: A bíblia nos diz que na época em que Jesus nasceu, Herodes mandou matar todos os meninos de até dois anos em Belém e arredores, pois se sentia ameaçado pelo nascimento de Jesus Cristo. Acontece que na época em que Jesus nasceu, Herodes já estava morto há pelo menos quatro anos.




Herodes, o Grande, morreu por volta de 4 a.C. Porém, de acordo com o Evangelho de Mateus, foi Herodes quem ordenou a chamada matança dos inocentes em Belém, portanto, ele governava a Judeia quando Jesus Cristo nasceu. Mas, como? Se o homem morreu quatro anos antes de Jesus nascer, como ele poderia ser o governante na época de Jesus? Calma que já vou explicar! 


Como os estudiosos descobriram a data da morte de Herodes?

Os estudiosos descobriram a data da morte de Herodes graças ao historiador judeu Flávio Josefo. Josefo escreveu que ocorreu um eclipse lunar pouco antes da morte de Herodes, e, depois que ele morreu, houve a celebração da Páscoa. Assim, com base em registros astronômicos, os estudiosos concluíram que ele morreu em março ou abril de 4 a.C.

Mas ainda temos o problema das datas, que não batem. 


Como ocorreu o erro no calendário?


O sistema de contar os anos a partir do nascimento de Jesus Cristo foi criado no século VI por um monge chamado Dionísio, o Exíguo.

Ele tentou calcular o ano do nascimento de Jesus para substituir um calendário antigo baseado em imperadores romanos. A ideia era ótima, mas o cálculo não foi tão preciso.

O primeiro erro de Dionísio foi não considerar corretamente que Herodes, o Grande, morreu em 4 a.C. Como Jesus nasceu ainda no reinado de Herodes, isso significa que Jesus já tinha nascido alguns anos antes do “ano 1” do calendário que Dionísio criou. 

O sistema criado por esse monge vai de 1 a.C. direto para 1 d.C., sem o ano zero. Isso gerou um pequeno deslocamento adicional na contagem. Dionísio não tinha acesso aos registros históricos que temos hoje, e as cronologias eram confusas e às vezes contraditórias. 

Hoje, a maioria dos historiadores acredita que Jesus Cristo nasceu entre 6 a.C. e 4 a.C., ou seja, o calendário está “atrasado” em cerca de 4 a 6 anos em relação ao nascimento real de Jesus.

Tecnicamente, estamos alguns anos “adiantados” em relação ao nascimento de Cristo, mas ninguém muda isso porque já virou padrão global.

Um detalhe na própria bíblia reforça a narrativa de que Jesus nasceu bem antes do ano 1 do calendário que usamos. Em Lucas 3:23 é dito que Jesus tinha cerca de trinta anos quando começou seu ministério, e isso ocorreu no governo de Tibério César.

Sabemos que Tibério começou a governar em 14 d.C., e o ano 15, citado por Lucas, seria cerca de 28–29 d.C.

Se Jesus tinha cerca de 30 anos nessa época, então ele teria mesmo nascido por volta de 6 a.C. a 4 a.C. 


Explicando como fiz o cálculo: 

O “ano 15” de Tibério César não tem nada a ver com “15 a.C.”. Ele é contado a partir do início do reinado de Tibério, não antes de Cristo. Na época do Evangelho de Lucas, não existia “a.C.” e “d.C.” como usamos hoje. Os anos eram contados, por exemplo, pelo reinado de um imperador

Ex: “ano 1 de Tibério”, “ano 2 de Tibério”, etc.

Tibério César começou a governar em 14 d.C., então a contagem fica assim: Ano 1 = 14 d.C.

Ano 2 = 15 d.C., até chagarmos no ano 15, que será igual ao ano 28 ou 29 d.C.

A pequena diferença ( 28 ou 29 d.C.) se dá porque Lucas arredondou a idade (Ex: cerca de 30 anos), e porque o nosso calendário foi calculado com erro. 


Por que a Bíblia católica tem mais livros que a Bíblia protestante?

 



    Você já deve ter se perguntado por que a Bíblia católica tem sete livros a mais do que a Bíblia usada pelos protestantes. Afinal, quem está certo? Será que a Bíblia católica tem livros a mais, ou é a Bíblia protestante que tem livros a menos?


    O que acontece é que a Bíblia protestante segue o cânon hebraico — isto é, a lista de livros que os judeus consideram inspirados por Deus. De fato, os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácida), Baruc, 1 Macabeus e 2 Macabeus não fazem parte desse cânon.


    Esses livros são considerados, tanto pelos judeus quanto pelos protestantes, como apócrifos. Livros apócrifos são escritos antigos, geralmente de conteúdo religioso, que não foram incluídos no cânon oficial da Bíblia. A palavra “apócrifo” vem do grego apókryphos, que significa “oculto” ou “escondido”.


    Alguns dos motivos tradicionalmente apontados para a exclusão desses livros incluem:


autoria incerta ou discutida

divergências doutrinárias

falta de aceitação ampla entre comunidades antigas

composição considerada tardia


    Mas, se esses livros não fazem parte do cânon hebraico, por que foram incluídos na Bíblia católica?



    Uma das principais razões está na Septuaginta. Entre os séculos III e I a.C., textos das Escrituras hebraicas foram traduzidos para o grego em Alexandria, onde viviam muitos judeus que já não falavam hebraico. O nome “Septuaginta” vem do latim e significa “setenta”, em referência à tradição de que cerca de 70 (ou 72) sábios participaram da tradução.


    No entanto, essa tradução não se limitou apenas aos livros do cânon hebraico. Ela também passou a incluir outros textos religiosos que circulavam entre os judeus da diáspora, entre eles os sete livros que mais tarde seriam reconhecidos pela Igreja Católica.


    Assim, a Septuaginta não era uma tradução fechada, mas uma coleção mais ampla de escritos em grego — quase como uma biblioteca de textos religiosos.


    Como esses livros estavam presentes na Septuaginta, passaram a ser aceitos pela tradição católica. Posteriormente, a Igreja Católica os reconheceu oficialmente como deuterocanônicos (segundo cânon), isto é, livros cuja aceitação foi confirmada em um segundo momento. Essa definição foi formalizada no Concílio de Trento, durante a Contrarreforma.


    Além desses sete livros, a Bíblia católica também inclui trechos adicionais em alguns livros já existentes, como partes mais extensas de Ester e acréscimos ao livro de Daniel (incluindo relatos como o de “Bel e o Dragão”).


    A Septuaginta foi amplamente utilizada pelos primeiros cristãos. Inclusive, autores do Novo Testamento frequentemente citavam passagens do Antigo Testamento conforme essa versão grega. Um exemplo conhecido está no Evangelho de Mateus 1:23, que menciona a profecia do nascimento do Messias e utiliza o termo grego parthenos (“virgem”).


    Esse ponto gera debate até hoje, pois o texto hebraico original usa a palavra "almah", que significa “jovem mulher”, não sendo uma referência explícita à virgindade. Ainda assim, a tradução da Septuaginta influenciou diretamente a interpretação adotada no Novo Testamento.


Dessa forma, a Igreja Católica inclui esses livros em sua Bíblia principalmente porque eles já faziam parte da tradição da Septuaginta, amplamente utilizada pelos primeiros cristãos. Porém, de fato, nunca fizeram parte do cânon hebraico. 

sábado, 28 de março de 2026

A lei da misoginia e o impacto dela nos relacionamentos



Você já teve a impressão de que construíram um ambiente jurídico que afasta os homens das mulheres? Talvez não seja apenas impressão – isso é real. Nossos legisladores, de repente, se transformaram em verdadeiras máquinas de criar leis em defesa das mulheres. Isso parece bom à primeira vista, mas existe um objetivo sombrio por detrás de tudo isso. 

Se você prestar um pouco mais de atenção nessas leis, perceberá que elas ajudam as mulheres, mas em detrimento dos homens. O homem que se arriscar em um relacionamento sério hoje em dia, corre vários riscos.

Flerte ou assédio?

 O flerte sempre fez parte do comportamento masculino, pois, de acordo com nossa cultura, sempre coube ao homem a obrigação de tomar a iniciativa. Porém, se aproximar de uma mulher nos dias de hoje para iniciar uma paquera é o mesmo que andar em um campo minado. Se não souber escolher bem as palavras, ou se não for visualmente agradável para a mulher, pode sair algemado do ambiente. 

A lei do “Não é Não” (Lei 14.786 ) dá à mulher o poder de colocar na cadeia qualquer homem que ela julgue inconveniente. Insistir em uma paquera se tornou crime. O problema dessa lei é que cabe à mulher definir se o homem que tentou flertar com ela é, de fato, um assediador.  

Assim, muitos homens estão preferindo esperar que as próprias mulheres cheguem neles, pois temem serem mal interpretados em suas investidas, o que muda os papéis. 

E, caso o homem seja preso por uma denúncia qualquer feita por uma mulher, terá dificuldades para se defender, pois para a justiça brasileira a palavra da mulher vale como PROVA (Lei 14.550/23). Então, não adianta tentar se explicar, dizer que só estava tentando flertar, pois se a mulher falou, está falado. 

De acordo com a Lei 13.718, a importunação sexual se tornou equivalente ao estupro. Em outras palavras, se você tocar sem querer em uma mulher num ônibus lotado ou fazer qualquer coisa que, na interpretação subjetiva dela seja importunação sexual, você pode pegar de um a cinco anos de cadeia. Um simples toque no ombro para pedir licença pode ser visto como crime. 

Relacionamentos sérios

E a coisa só piora para os homens que querem algo além do simples namoro. Homens que querem relacionamentos mais sérios, como o casamento, por exemplo, precisam tomais ainda mais cuidado, pois as leis são severas contra eles. 

O Estado parece se esforçar para que as mães solteiras continuem solteiras. O governo pretende pagar um auxílio para mães solteiras no intuito de que elas não necessitem entrar em um relacionamento para obter sustento (PL 3717/21). Esse Projeto de Lei, caso se torne lei, concederá às mães solteiras vários benefícios sociais, trabalhistas e financeiros. E, apesar do Princípio da Isonomia em nossa Constituição, onde é dito que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...” (artigo 5º da Constituição Federal de 1988), essa lei não vai valer para os pais solteiros, só para mães solteiras. É uma lei exclusiva para mulheres. Aliás, nosso ordenamento jurídico possui várias leis exclusivas para mulheres, pois a justiça entende que elas necessitam mais de proteção e cuidados que os homens. Portanto jogaram o Princípio de Isonomia no lixo. 

Mas, caso o homem ainda ouse se casar ou se amigar com uma mãe solteira, ele correrá certos riscos. Um desses riscos, talvez o mais temido, é ser obrigado por lei a pagar pensão para um filho que nem é dele. A chamada pensão socioafetiva (Lei 08.069 e 83/19) pode ser imposta ao homem desde que a mulher prove qualquer vínculo afetivo entre o homem e a criança. E isso ela pode fazer com fotos ou vídeos onde o homem aparece interagindo com a criança. E, mesmo que o relacionamento acabe, você ainda continuará sendo obrigado a pagar pensão para a criança, pois as suas responsabilidades serão iguais às de um pai biológico. Inclusive você e o pai biológico podem pagar pensão à mesma criança, e, se um terceiro homem se envolver com a mulher, ele também pode cair na pensão socioafetiva, aumentando ainda mais esses valores e incentivando mulheres mal-intencionadas a usarem isso como golpe. 

E o circo de horrores jurídico para o homem que se casar nesses tempos sombrios continua... Se houver uma discussão entre o casal (coisa comum em um relacionamento) a mulher pode alegar violência psicológica (Lei 14.188) e o companheiro pode pegar até dois anos de reclusão. Novamente temos aqui uma lei exclusiva para a mulher. Se o homem sofrer violência psicológica da mulher, isso não é considerado crime. 

Se a mulher ficar com raiva de você por algum motivo, ela pode simplesmente ir até uma delegacia e fazer uma denúncia falsa, e, como a palavra da mulher já basta (Lei 14.550/23), você provavelmente vai ser preso sem a necessidade dela fornecer qualquer prova. Algumas mulheres usam isso como um tipo de “castigo” contra o marido, fazendo o marido ser preso por um tempo e depois retirando a queixa, para que ele seja solto. Elas praticamente brincam com as leis, como se fossem deusas te condenando ao inferno e te tirando de lá quando bem entendem. Nossas leis misândricas e feministas dão esse poder a elas.

E agora, com esse novo Projeto de Lei ( PL 896/2023) que já foi aprovado de forma unânime pelo Senado em 2026, e agora está sendo analisado pela Câmara dos Deputados, a vida do homem pode se tornar mais difícil, e os relacionamentos impossíveis. Esse Projeto de Lei prevê a criminalização da misoginia. Sabemos que a misoginia é o ódio ou aversão pelas mulheres, e sabemos que isso deve ser combatido, apesar de eu, particularmente, achar que a misandria (ódio contra homens) também devia ser combatida, e não negligenciada pela justiça, como acontece hoje em dia, mas, tudo bem. 

O problema nem é criminalizar a misoginia, e sim o que vai ser considerado misoginia depois que essa lei for aprovada, pois o próprio Projeto de Lei não define claramente o que é misoginia e nem o que é mulher, e isso pode virar uma baita bagunça futuramente. 

Assistindo a um programa de televisão recentemente, vi duas mulheres tentando definir o que é misoginia. Uma delas disse que interromper uma mulher enquanto ela fala pode ser classificado como misoginia. Outra disse que discordar do que uma mulher fala pode ser misoginia, ou seja, apesar de a palavra ter um significado no dicionário, as interpretações sobre o que pode ou não ser misoginia são elásticas, genéricas e subjetivas. Qualquer coisa que desagrade uma mulher pode se tornar misoginia, caso essa lei absurda seja aprovada. 

Isso, de certa forma, pode se virar até contra as próprias mulheres, pois, como a lei não define o que é uma mulher, uma mulher trans, por exemplo, pode colocar uma mulher biológica na cadeia caso ela se negue a aceitar suas ideologias ou discorde de suas falas, pois, ao que parece, a lei não vai combater o ódio pelas mulheres em si, mas qualquer coisa que as mulheres entendam que está diminuindo-as. Um homem que discorda do que uma mulher fala, por exemplo, não a odeia (discordar não é odiar), mas o simples fato de discordar pode torna-lo “misógino” de acordo com essa nova lei.  O fato de não termos uma delimitação que sirva como parâmetro para separar o que é opinião do que é misoginia, é o que torna essa possível lei mais absurda. Imagina todo esse poder nas mãos da mulher dentro de um relacionamento. Ou o homem se comporta como um cachorrinho adestrado, ou estará com sérios problemas.


Perigo de demissões 

Existe também o perigo real de que as mulheres sofram uma onda de demissões. Como discordar de mulheres ou interrompe-las quando estão falando pode ser considerado misoginia, isso pode afetar profundamente as interações no ambiente de trabalho. 

Uma mulher que não tiver seu projeto aprovado pode alegar misoginia, ou que não conseguir uma promoção, aumento etc. Se um encarregado precisar chamar a atenção de uma mulher por qualquer motivo, pode ser acusado de misoginia, ou até mesmo o empregador, dependendo de suas decisões, como não contratar uma mulher, demitir uma mulher, etc. 

Se a definição de misoginia for muito ampla ou subjetiva, alguns empregadores podem evitar contratar mulheres para cargos sensíveis, evitar feedbacks ou decisões difíceis (promoção, demissão, avaliação), em outras palavras, o empregador pode ter receio de que qualquer conflito seja interpretado como discriminação. E, levando em conta o que a gente já observa no caso da lei Maria da Penha, onde algumas mulheres usam essa lei de forma indevida, como ferramenta de vingança, fazendo falsas acusações na tentativa de punir seus desafetos do sexo masculino, já podemos imaginar o que os empregadores podem passar nas mãos dessas mulheres. 

Sem contar que as mulheres já contam com muitas leis que dão a elas certos privilégios no trabalho. O Projeto de Lei 1249/22, por exemplo, aprovado pela Câmara dos Deputados em outubro de 2025, propõe licença remunerada de até dois dias consecutivos por mês para mulheres com sintomas graves de cólica. Aqui o empregador terá que pagar dois dias de trabalho para uma mulher que não está lá trabalhando, e isso todos os meses. 

E tem mais: conforme decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), o empregador é obrigado a pagar os primeiros 15 dias de afastamento de funcionárias que precisem se ausentar do trabalho devido à violência doméstica. Ou seja, se a mulher sofre violência doméstica, quem paga é o empregador. Ela receberá a metade do mês sem trabalhar. Imagina como isso será prejudicial ao empregador.

E as aberrações jurídicas não param por aí! Tem lei que incentiva a mulher a fazer denúncias (inclusive denúncias falsas). O Projeto de Lei Complementar (PLP) 158/2024, por exemplo, garante seis meses de estabilidade no trabalho ou seis meses de salário em dobro para mulheres que denunciarem colegas de serviço por assédio. Como a lei premia a mulher que faz a denúncia, isso certamente pode incentivar mulheres mal-intencionadas a fazerem denúncias falsas, visto que a única punição que receberão, caso a mentira seja descoberta, é a demissão por justa causa. Não há uma punição criminal para a mulher que mentir para ganhar esses “prêmios”, mesmo que a mentira dela coloque um inocente na cadeia e destrua a vida dele. 

Então será que é viável para uma empresa hoje em dia contratar mulheres? 


O que o homem ganha hoje com os relacionamentos? 

Mas saindo do campo trabalhista e voltando ao campo dos relacionamentos, não é só essa lei que, caso aprovada, transformará a vida do homem num inferno. Existem outras leis que também colaboram para isso, dando privilégios absurdos para as mulheres em detrimento dos homens. 

Uma mulher, por exemplo, pode te tirar facilmente de sua própria casa, caso peça uma medida protetiva contra você e alegue que não tem para onde ir. Nesse caso, você será expulso de sua casa (mesmo ela estando no teu nome), e isso, por tempo indefinido. E a mulher nem precisará fornecer provas para justificar o pedido, pois pedidos desse tipo são considerados "medidas protetivas de urgência". Ela também pode te colocar na cadeia fazendo denúncias falsas e te obrigar a pagar pensão vitalícia para ela mesmo depois do término do relacionamento (PL 48.2023). 

Se uma mulher te acusar de ser o pai do filho dela, você terá que pagar pensão “Alimentos Gravídicos” (Lei 11.804) até que você prove que não é o pai. Ou seja, para te acusar ela não precisa de provas, mas você precisa provar que não é o pai para conseguir cancelar as pensões. 

E, se no momento do divórcio a mulher alegar que você era violento, o Projeto de Lei PL 5498/23, caso vire lei, pode te fazer perder 100% dos seus bens. Isso mesmo o que você leu! Nesse caso, os bens não serão divididos ao meio... você vai perder tudo. 


Nem os namorados escapam

E o perigo não é só para os homens casados ou amigados (amasiados)! Se você namorar com uma mulher por seis meses, pode perder metade de seus bens em caso de separação, como se fosse casado. É isso o que propõe as leis 141/23 e 494/23.

Com tantas leis beneficiando as mulheres em detrimento dos homens. Com uma justiça inclinada a ouvir a mulher e tapar os ouvidos para os homens, ou punir homens sem provas, apenas acatando a palavra da mulher, você ainda acha que é viável ao homem se relacionar com uma mulher hoje em dia?

Entrar em um relacionamento se tornou para os homens como caminhar num terreno minado. Um passo em falso e você se lasca. Nossos legisladores transformaram os relacionamentos em um terreno inóspito para os homens. 


O plano macabro por detrás de tudo isso

Mas todo esse conjunto de leis que prejudicam os homens não foi feito por acaso. Existe um propósito sombrio por detrás dessas leis. Fica bem evidente para qualquer pessoa observadora que essas leis têm como objetivo afastar definitivamente os homens das mulheres. Enquanto os homens se afastam por temerem essas leis, as mulheres também se afastam por serem constantemente bombardeadas por ideias misândricas que colocam os homens como inimigos, monstros... 

Obviamente que o objetivo é afastar um do  outro e assim impedir o surgimento de algo que as pessoas por detrás dessas leis querem muito combater: a família tradicional: Pai + mãe + filhos, vivendo juntos, com papéis familiares definidos.

Existem grupos ligados à cultura woke, progressismo e à extrema esquerda que não escondem o desejo de acabar com a chamada família tradicional, pois enxergam esse modelo como conservador e enraizado na religião.  Assim, pessoas com essa visão cultural e ideológica se infiltraram na política e estão promovendo leis que suprimem o comportamento masculino ao máximo, enfraquecendo-o e tornando o homem um tipo de pária na sociedade, enquanto seduzem as mulheres com um falso empoderamento com o apoio do Estado, da justiça e das leis, tornando-as quase divinas: pessoas que não podem ser questionadas, interrompidas ou contrariadas. A mulher novamente está sendo enganada pela Serpente, o grande inimigo de Deus. 

Isso, a curto prazo, pode parecer um avanço social para alguns, mas a longo prazo certamente vai se voltar contra as mulheres, como já previ aqui nesse texto. No final, caso isso continue, teremos um declínio na natalidade, aumento da prostituição feminina, e homens e mulheres vivendo e envelhecendo sozinhos e deprimidos. As consequências futuras de um mundo assim só Deus sabe.