sexta-feira, 13 de março de 2026

O Deus do Antigo Testamento não é o mesmo Deus do Novo Testamento?




    No século II, Marcião de Sinope, um teólogo cristão natural do Ponto (atual Turquia), ensinava que o Deus do Antigo Testamento seria um deus inferior e severo, diferente do Pai revelado por Jesus Cristo no Novo Testamento.

    É importante ressaltar que a Igreja Primitiva rejeitou veementemente essa visão dualista de Deus.

    Marcião morreu por volta de 160 d.C., mas, ainda hoje, em pleno século XXI, existem religiosos que defendem essa mesma heresia.

    Essas pessoas costumam usar argumentos que apelam para o emocional. Dizem que o Deus do Antigo Testamento seria cruel, responsável pela morte de crianças e recém-nascidos, enquanto o Deus revelado por Jesus no Novo Testamento seria apenas amoroso e misericordioso.

    Frequentemente citam passagens relacionadas às guerras contra povos como os Cananeus e os Amalequitas, mencionando ordens de destruição dadas por Deus:


“Agora vão, ataquem os amalequitas e consagrem ao Senhor para destruição tudo o que lhes pertence. Não os poupem; matem homens, mulheres, crianças, recém-nascidos, bois, ovelhas, camelos e jumentos.”

(Primeiro Livro de Samuel 15:3)


Mas onde estão os erros nessa visão?


1 — Deus é um só


O próprio Deus afirma não existir outro além dEle:


“Eu sou o Senhor, e não há outro.”

(Livro de Isaías 45:5)


    A visão dualista de Marcião implica a existência de dois deuses: um inferior e cruel, e outro bom e superior. Isso é, na prática, politeísmo, algo que contradiz diretamente o ensino bíblico.


O próprio Jesus declarou:


“Eu e o Pai somos um.”

(Evangelho de João 10:30)


    Aqui Jesus afirma uma unidade absoluta de essência, natureza e autoridade com Deus Pai. Não existem dois deuses, mas um único Deus que se revela como Pai, Filho e Espírito Santo. Assim, quem sustenta a visão dualista precisa decidir se acredita no ensino da Bíblia ou na doutrina de Marcião.


2 — O próprio Jesus confirma o Antigo Testamento


    Jesus e os apóstolos citavam constantemente as Escrituras do Antigo Testamento como autoridade divina. O próprio Senhor declarou:


“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas cumprir.”

(Evangelho de Mateus 5:17)


    Aqui Jesus afirma que sua missão não era abolir o Antigo Testamento, mas cumprir tudo o que nele foi anunciado.

    Jesus também confirmou eventos de julgamento divino, por exemplo, o Dilúvio de Noé:


“Assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem…

veio o dilúvio e os levou a todos.”

(Evangelho de Mateus 24:37–39)


    Jesus trata o dilúvio como um evento real de julgamento divino, descrito no Livro de Gênesis. Ele não diz que foi obra de um “deus mau”, mas apresenta o acontecimento como ação do verdadeiro Deus, mesmo que no dilúvio também tenham morrido crianças. 

    O mesmo ocorre com a destruição de Sodoma e Gomorra:


“No dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos.”

(Evangelho de Lucas 17:28–30)


    Novamente, Jesus apresenta o episódio como juízo divino legítimo. Mesmo que matar pessoas queimadas seja algo cruel na visão das pessoas. Novamente aqui Jesus atribui a destruição ao mesmo Deus que Ele chama de Pai. E isso na visão de Jesus não foi crueldade, foi juízo. 


3 — Deus não muda


    A Bíblia afirma claramente que Deus é imutável:


“Em Deus não há mudança nem sombra de variação.”

(Epístola de Tiago 1:17)


    O próprio Novo Testamento mostra que Deus continua sendo juiz:


“Nosso Deus é fogo consumidor.”

(Epístola aos Hebreus 12:29)


    Além disso, o Novo Testamento fala claramente sobre o Juízo Final (Livro do Apocalipse 20:15).


    O próprio Jesus falou repetidamente sobre condenação e julgamento.


    Se o Deus do Antigo Testamento fosse mau, então Jesus, que o citava constantemente, estaria validando um deus mau. Isso criaria uma contradição dentro do próprio Novo Testamento. Os defensores da doutrina de Marcião não percebem isso. 


4 — O Antigo Testamento também revela o amor de Deus


    Apesar de apresentar Deus como juiz justo, o Antigo Testamento também enfatiza sua misericórdia:


“Senhor, Senhor Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em amor.”

(Livro do Êxodo 34:6)


    Deus também demonstrava paciência antes de exercer julgamento:


“A iniquidade dos amorreus ainda não chegou ao seu limite.”

(Livro de Gênesis 15:16)


    Isso indica que Deus esperava séculos antes de punir certos povos, dando oportunidade de arrependimento. Quando houve arrependimento, Ele suspendeu o castigo — como aconteceu com a cidade de Nínive após a pregação do profeta Jonas.


5 — Os povos julgados não eram inocentes


    A Bíblia descreve práticas extremamente cruéis entre povos de Canaã, como:


sacrifício de crianças

prostituição cultual

violência ritual


    Os Amalequitas, por exemplo, atacaram os israelitas de forma covarde durante a travessia do deserto:


“Feriu na retaguarda todos os fracos, quando estavas cansado e exausto.”

(Livro de Deuteronômio 25:17–18)


    Eles atacaram pelas costas, mirando justamente os mais vulneráveis: idosos, crianças e doentes. Então Deus não puniu "coitadinhos",  mas povos extremamente crueis. 


6 — Deus também julgou Israel


    Deus não fez acepção de povos. Quando os Israelitas cometeram os mesmos pecados, também foram castigados. Um exemplo foi a destruição de Jerusalém e o exílio na Babilônia. O julgamento divino não era racial, mas moral.


7 — A questão das crianças


    Alguns perguntam por que as crianças não foram poupadas. A resposta é simples: se fossem poupadas, certamente iriam crescer e querer se vingar dos israelitas, retornando o ciclo de violência entre aqueles povos. Então Deus resolveu exterminar por completo aquele povo, o que incluía as crianças. Mas isso não foi crueldade? Alguém poderia perguntar. A resposta é NÃO! Quando entendemos a natureza da morte, de acordo com a própria bíblia, percebemos que a morte física não é o fim da existência:


“Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma.”

(Evangelho de Mateus 10:28)

Entenda que aquelas crianças não foram riscadas da existência, mas apenas tiradas do nosso plano terreno. Deus tirou elas de um lugar e colocou em outro. Como apenas o corpo morre e a alma sobrevive, aquelas crianças foram privadas da vida na Terra mas continuam existindo em outro plano. E certamente Deus fará justiça a elas, pois elas não tinham culpa do que seus pais perversos fizeram. 

 Ele realmente é: um Deus amoroso e misericordioso, que dá tempo para o arrependimento, mas também santo e justo, que pune o mal quando necessário.


A Bíblia apresenta essas duas realidades:


Deus é amor — mas também é fogo consumidor.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Por que Jesus não pode ser considerado socialista ou comunista?

     



    É muito comum ouvirmos pessoas da esquerda política associando Jesus ao socialismo ou até ao comunismo. Mikhail Gorbachev (ex-líder da União Soviética) disse o seguinte sobre Jesus: 

“Jesus foi o primeiro socialista, o primeiro a buscar uma vida melhor para a humanidade.” (fonte)

Fidel Castro (ex-presidente de Cuba), disse: 

“Ele (Jesus Cristo) foi o primeiro comunista. Repartiu o pão, repartiu os peixes e transformou a água em vinho.” (fonte)

    Mas será que Jesus pode mesmo ser considerado um socialista ou comunista? Vejamos: 

    Embora Jesus defendesse valores como solidariedade, caridade e cuidado com os pobres, isso não o torna comunista ou socialista. Essas ideologias são sistemas político-econômicos, enquanto a mensagem de Jesus é moral, espiritual e voluntária.

    Jesus chama cada indivíduo à conversão pessoal e à caridade espontânea. Em nenhum momento ele defende que o Estado tome bens de uns para redistribuir a outros. O comunismo e o socialismo dependem da coerção institucional, via leis e força estatal.

“Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação.” (2 Coríntios 9:7)

     Isso é o oposto da lógica socialista de redistribuição obrigatória.

    Jesus critica o apego ao dinheiro, não a existência da propriedade privada. Ele convive com pessoas ricas, elogia bons administradores e usa exemplos que pressupõem propriedade individual (vinhas, talentos, casas, moedas).

    Na Parábola dos Talentos, o Senhor elogia quem investe e multiplica o que recebeu — algo incompatível com a rejeição socialista ao lucro e à acumulação privada.

    Jesus rejeita explicitamente a ideia de um reino terreno ou revolucionário:


“O meu Reino não é deste mundo.” (João 18:36)

    Comunismo e socialismo são projetos de poder estatal e transformação estrutural da sociedade. Jesus propõe uma transformação do coração, não um sistema econômico imposto. 

    Jesus ensina que todos são iguais diante de Deus, mas isso não significa que devam ter os mesmos bens, funções ou resultados materiais. O socialismo busca igualdade econômica por meio de planejamento central; Jesus aceita a diversidade de condições e chama cada um à responsabilidade moral dentro dela.

    Atos dos Apóstolos descreve cristãos compartilhando bens, mas de forma voluntária, não obrigatória. Pedro deixa isso claro ao falar com Ananias:


“Não era teu o que possuías? E, vendido, não estava o dinheiro em teu poder?” (Atos 5:4)


    Ou seja, a propriedade continuava sendo privada; o erro foi a mentira, não a retenção do bem.

Jesus está fora das categorias ideológicas modernas. Reduzi-lo a um rótulo político é ignorar a natureza essencialmente espiritual e moral de sua mensagem.

domingo, 25 de janeiro de 2026

A ignorância dos ateus militantes sobre a importância dos oceanos

 




    Ateus falam tanto em “estudo”, mas é cada post ignorante que aparece pela internet… kkk.

Sim, as águas dos oceanos são salgadas e, portanto, não servem para o ateuzinho de internet matar a sede. Mas reduzir os oceanos a isso é desconhecer completamente o papel fundamental que eles exercem no planeta.    

    Os oceanos têm função central na regulação do clima: absorvem e distribuem calor por meio das correntes oceânicas, ajudam a evitar extremos de temperatura — como ondas de calor e frios intensos — e influenciam fenômenos climáticos como El Niño e La Niña.

    Eles também estão diretamente ligados à produção de oxigênio. Cerca de 50% do oxigênio da Terra é produzido pelo fitoplâncton marinho, micro-organismos que realizam fotossíntese. Em outras palavras: a cada duas respirações suas, uma vem do oceano.

    Além disso, os oceanos são essenciais para o ciclo da água, pois são a principal fonte de evaporação que forma nuvens e gera chuvas, mantendo rios, aquíferos e ecossistemas terrestres em funcionamento.

    Os oceanos também regulam o carbono, absorvendo grandes quantidades de CO₂ e ajudando a reduzir o efeito estufa. Funcionam como um dos maiores sumidouros de carbono do planeta.

    Sem contar a biodiversidade impressionante que existe neles: peixes, corais, algas, mamíferos marinhos e micro-organismos. Muitos desses ecossistemas são a base da cadeia alimentar global. Os oceanos fornecem alimentos como peixes e frutos do mar, além de algas e outros recursos essenciais. Também são fonte de minerais, energia (como a eólica offshore e a energia das marés) e matérias-primas.

    Por fim, os oceanos sustentam o comércio mundial, servindo como principais rotas de transporte, e mantêm atividades econômicas como pesca, turismo e navegação. São igualmente fundamentais para o equilíbrio ambiental, pois influenciam ecossistemas costeiros — manguezais, recifes e restingas — e ajudam a proteger o litoral contra erosão e tempestades.

    Pois é, senhor ateu apedeuta! Beber a água do mar não vai dar, mas morrer de sede você não vai, pois tem muita água doce no planeta. 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Ateus militantes definitivamente não entendem o que é livre-arbítrio

 




    Opa! Primeira postagem de 2026, e já começo falando de um assunto que já apareceu algumas vezes neste blog — mas que sempre vale a pena revisitar. Afinal, repetir nunca é demais quando a ideia ainda não conseguiu entrar na cabecinha confusa do ateu militante.

    Hoje tive um pequeno debate com um ateu em uma rede social, e o tema foi o livre-arbítrio. Como é possível ver no print acima, ele questionava por que Deus, sendo Todo-Poderoso e Onipresente, ainda assim permite que crianças sejam abusadas. 

    Expliquei a ele que o ser humano possui livre-arbítrio — isto é, a capacidade de fazer escolhas e tomar decisões de forma autônoma. Assim, mesmo quando alguém opta por praticar o mal, Deus não intervém para impedir essa escolha.

    Isso ocorre porque Deus criou um mundo no qual os seres humanos são verdadeiramente livres, e não simples bonecos sob Seu controle. Se Deus impedisse todo mal cometido pelas pessoas, Ele estaria anulando o livre-arbítrio humano e nos transformando em meros bonecos de ventríloquo ou personagens de um gigantesco videogame, no qual Deus controlaria cada ação.

    O próprio ateu que criou o post ao qual respondi é uma prova do livre-arbítrio em ação, pois exerceu sua liberdade ao escrever uma crítica a Deus sem ser impedido em momento algum. Imagine como ele se sentiria se, ao tentar redigir esse texto, seus dedos simplesmente ficassem imóveis, impossibilitando-o de escrever. Certamente protestaria, alegando que Deus estaria o censurando ou violando sua liberdade de expressão.

    Nessas últimas décadas debatendo com ateus pela internet, aprendi até a antecipar seus contra-argumentos. Quando escrevi isso a ele, já imaginava qual seria sua resposta: como de costume, apelaria para o lado emocional e questionaria onde estaria o livre-arbítrio da menina que, no exemplo apresentado por ele, havia sido abusada.

    Esse é o cerne do problema: muitos ateus militantes ainda não compreenderam o que realmente é o livre-arbítrio. Livre-arbítrio é a capacidade de escolher as próprias ações — sejam elas boas ou ruins — dentro daquilo que está sob o controle do indivíduo. A pessoa só pode escolher e colocar em prática aquilo que depende dela.

    Justamente por isso, uma criança prestes a ser abusada não pode usar o livre-arbítrio para “escolher” não ser abusada. Da mesma forma, eu não posso usar meu livre-arbítrio para escolher não ser atropelado ou para escolher não ser assaltado na rua. Esses eventos não estão sob meu controle.

    Os ateus acabam fazendo uma grande confusão com esse conceito. Em resumo, livre-arbítrio é a capacidade que tenho de planejar e executar minhas próprias ações sem ser impedido por Deus, mesmo quando essas ações são moralmente erradas aos olhos d’Ele. Livre-arbítrio definitivamente não é o poder de escolher tudo o que acontece comigo.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Homem tenta provar que Jesus realmente nasceu no dia 25 de dezembro

 



    Não conheço o rapaz do vídeo, mas gostei dos argumentos dele. E, como ontem foi Natal, nada melhor do que falar sobre o assunto aqui no blog. Peço que o leitor primeiro assista ao vídeo e depois leia minha refutação abaixo:

    De acordo com 1 Crônicas 24, o sacerdócio judaico era organizado em 24 divisões. Cada divisão servia duas vezes por ano, por uma semana, e esse sacerdote era da divisão de Abias (oitava ordem). Até aqui, tudo bem: o vídeo está correto.
    O ano religioso judaico começava em Nisã (março/abril). Cada divisão servia uma semana, em ordem contínua. Como as grandes festas (Páscoa, Pentecostes e Tabernáculos) tinham serviço conjunto de todas as divisões, a oitava divisão teria que servir entre o final de maio e o início de junho (primeiro turno) e entre o final de novembro e o início de dezembro (segundo turno).
    O erro do narrador do vídeo talvez tenha sido ter se esquecido (ou não saber) que, durante as grandes festas, os sacerdotes trabalhavam em conjunto; portanto, nem o primeiro turno nem o segundo poderiam acontecer entre setembro e outubro, como dito no vídeo.
Alguns estudiosos indicam que a anunciação do nascimento de João ocorreu por volta de junho, então João teria nascido em março. 
    Lucas diz que Maria engravidou de Jesus quando Isabel estava no sexto mês; portanto, Maria teria engravidado em dezembro (e não concebido nesse mês), fazendo com que Jesus nascesse em setembro ou outubro.
    Sem contar que dezembro, naquela região, sempre foi mês de muita chuva e frio — inclusive, até hoje, as agências de viagem aconselham a não visitar aquela região em dezembro. No entanto, o relato bíblico mostra que, no mês do nascimento de Jesus, havia pastores cuidando de rebanhos no campo, magos se guiaram por uma estrela no céu (que, na verdade, é um planeta) e ainda houve um censo naquela época.
Sabemos, pela lógica, que ninguém obrigaria as pessoas a se locomoverem por longas distâncias debaixo de chuva e frio; então esse censo não poderia ter sido feito em dezembro. Pastores não ficariam no campo debaixo do frio e das chuvas torrenciais de dezembro, e os magos não conseguiriam ver a tal “estrela” no céu com ele todo nublado.
    A comemoração do Natal, ou seja, do nascimento de Jesus em 25 de dezembro, surgiu apenas no século IV. Antes disso, não há evidências de que os cristãos celebrassem essa data ou reconhecessem o nascimento de Cristo como uma festa anual.
    Clemente de Alexandria, que viveu entre os séculos II e III, menciona que alguns cristãos de sua época tentavam calcular a data do nascimento de Jesus. Ele registra datas diferentes, como abril ou maio, e o faz com um tom claramente irônico, o que revela a ausência de consenso e até certo ceticismo em relação a essas tentativas. Em nenhum momento Clemente menciona o 25 de dezembro, o que indica que essa data ainda não possuía qualquer relevância cristã.
    Tertuliano, também dos séculos II e III, escreveu extensamente sobre práticas e festas cristãs, mas nunca faz referência à celebração do nascimento de Jesus, o que reforça a ideia de que o Natal ainda não fazia parte da vida litúrgica da Igreja primitiva.
    Tudo indica, portanto, que a institucionalização do Natal ocorreu de fato apenas no século IV, possivelmente em Roma, e pode ter sido influenciada pelo desejo de contrapor-se a uma importante festa pagã, o culto ao Sol Invictus, amplamente celebrado no Império Romano nessa mesma data.


quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Ser "bonzinho" não te garante a salvação (a importância do arrependimento)

     


    A autora do meme cometeu alguns erros básicos. Ela usou uma gravura de uma publicação das Testemunhas de Jeová que representa o “paraíso na Terra”, exatamente como essa religião o concebe. No entanto, na imagem a mulher diz: “Ele tá no inferno”. O problema é que, para as Testemunhas de Jeová, o inferno de fogo simplesmente não existe.

    Apesar disso, entendi a crítica pretendida: a ideia de que pessoas aparentemente “boazinhas” iriam para o inferno apenas por não conhecerem Jesus, enquanto pessoas más seriam salvas caso se convertessem.

Vamos por partes:

    Primeiro, hoje é praticamente impossível que alguém nunca tenha ouvido falar de Jesus — exceto, claro, alguém vivendo em uma tribo totalmente isolada do mundo. Portanto, segundo essa lógica religiosa, não haveria desculpa: se a pessoa não se converteu, é porque não quis ou não acreditou. E fé e conversão seriam requisitos fundamentais para a salvação. Assim, a própria pessoa escolheria sua condenação.

    Em segundo lugar: sim, pessoas que cometeram maldades a vida inteira podem ser salvas se se arrependerem sinceramente (enquanto ainda vivem) e se converterem. E alguém que se considera “bonzinho” pode, segundo essa visão, perder sua salvação exatamente por confiar demais em sua própria bondade e não reconhecer seus pecados nem buscar arrependimento.

quinta-feira, 16 de outubro de 2025

O desejo por empoderamento é a fraqueza espiritual da mulher

 



    É curioso como Satanás demonstra um profundo conhecimento sobre a natureza humana. Na queda do Éden, ele não se dirigiu diretamente a Adão, mas escolheu Eva como alvo de sua investida. Percebeu nela o desejo de ir além, de conquistar autonomia, e usou isso como estratégia. Ao prometer que, ao comer do fruto, ela seria "como Deus", ele tocou exatamente nesse anseio — e ela cedeu à tentação. Em seguida, Eva ofereceu o fruto a Adão, que, por sua vez, também cedeu, possivelmente movido por sua afeição por ela. Assim, o engano foi completo.


    Ainda hoje, o inimigo continua explorando as fragilidades humanas. Uma de suas armadilhas mais sutis é o falso empoderamento feminino, que se disfarça de liberdade, mas muitas vezes conduz à perda da verdadeira identidade da mulher. Nesse contexto, a mulher, que foi criada com valor, sensibilidade e propósito, acaba sendo levada por ideologias que promovem comportamentos contrários à sua essência — tornando-se emocionalmente distante, sexualmente banalizada e desinteressada por relacionamentos duradouros.


    Esse distanciamento dos valores originais tem contribuído para a desconstrução da família, que é a base da sociedade. Assim, o plano maligno segue em ação: enfraquecer os vínculos, deturpar os papéis e minar o projeto divino para o ser humano.