domingo, 29 de março de 2026

Por que a Bíblia católica tem mais livros que a Bíblia protestante?

 



    Você já deve ter se perguntado por que a Bíblia católica tem sete livros a mais do que a Bíblia usada pelos protestantes. Afinal, quem está certo? Será que a Bíblia católica tem livros a mais, ou é a Bíblia protestante que tem livros a menos?


    O que acontece é que a Bíblia protestante segue o cânon hebraico — isto é, a lista de livros que os judeus consideram inspirados por Deus. De fato, os livros de Tobias, Judite, Sabedoria, Eclesiástico (ou Sirácida), Baruc, 1 Macabeus e 2 Macabeus não fazem parte desse cânon.


    Esses livros são considerados, tanto pelos judeus quanto pelos protestantes, como apócrifos. Livros apócrifos são escritos antigos, geralmente de conteúdo religioso, que não foram incluídos no cânon oficial da Bíblia. A palavra “apócrifo” vem do grego apókryphos, que significa “oculto” ou “escondido”.


    Alguns dos motivos tradicionalmente apontados para a exclusão desses livros incluem:


autoria incerta ou discutida

divergências doutrinárias

falta de aceitação ampla entre comunidades antigas

composição considerada tardia


    Mas, se esses livros não fazem parte do cânon hebraico, por que foram incluídos na Bíblia católica?



    Uma das principais razões está na Septuaginta. Entre os séculos III e I a.C., textos das Escrituras hebraicas foram traduzidos para o grego em Alexandria, onde viviam muitos judeus que já não falavam hebraico. O nome “Septuaginta” vem do latim e significa “setenta”, em referência à tradição de que cerca de 70 (ou 72) sábios participaram da tradução.


    No entanto, essa tradução não se limitou apenas aos livros do cânon hebraico. Ela também passou a incluir outros textos religiosos que circulavam entre os judeus da diáspora, entre eles os sete livros que mais tarde seriam reconhecidos pela Igreja Católica.


    Assim, a Septuaginta não era uma tradução fechada, mas uma coleção mais ampla de escritos em grego — quase como uma biblioteca de textos religiosos.


    Como esses livros estavam presentes na Septuaginta, passaram a ser aceitos pela tradição católica. Posteriormente, a Igreja Católica os reconheceu oficialmente como deuterocanônicos (segundo cânon), isto é, livros cuja aceitação foi confirmada em um segundo momento. Essa definição foi formalizada no Concílio de Trento, durante a Contrarreforma.


    Além desses sete livros, a Bíblia católica também inclui trechos adicionais em alguns livros já existentes, como partes mais extensas de Ester e acréscimos ao livro de Daniel (incluindo relatos como o de “Bel e o Dragão”).


    A Septuaginta foi amplamente utilizada pelos primeiros cristãos. Inclusive, autores do Novo Testamento frequentemente citavam passagens do Antigo Testamento conforme essa versão grega. Um exemplo conhecido está no Evangelho de Mateus 1:23, que menciona a profecia do nascimento do Messias e utiliza o termo grego parthenos (“virgem”).


    Esse ponto gera debate até hoje, pois o texto hebraico original usa a palavra "almah", que significa “jovem mulher”, não sendo uma referência explícita à virgindade. Ainda assim, a tradução da Septuaginta influenciou diretamente a interpretação adotada no Novo Testamento.


Dessa forma, a Igreja Católica inclui esses livros em sua Bíblia principalmente porque eles já faziam parte da tradição da Septuaginta, amplamente utilizada pelos primeiros cristãos. Porém, de fato, nunca fizeram parte do cânon hebraico. 

sábado, 28 de março de 2026

A lei da misoginia e o impacto dela nos relacionamentos



Você já teve a impressão de que construíram um ambiente jurídico que afasta os homens das mulheres? Talvez não seja apenas impressão – isso é real. Nossos legisladores, de repente, se transformaram em verdadeiras máquinas de criar leis em defesa das mulheres. Isso parece bom à primeira vista, mas existe um objetivo sombrio por detrás de tudo isso. 

Se você prestar um pouco mais de atenção nessas leis, perceberá que elas ajudam as mulheres, mas em detrimento dos homens. O homem que se arriscar em um relacionamento sério hoje em dia, corre vários riscos.

Flerte ou assédio?

 O flerte sempre fez parte do comportamento masculino, pois, de acordo com nossa cultura, sempre coube ao homem a obrigação de tomar a iniciativa. Porém, se aproximar de uma mulher nos dias de hoje para iniciar uma paquera é o mesmo que andar em um campo minado. Se não souber escolher bem as palavras, ou se não for visualmente agradável para a mulher, pode sair algemado do ambiente. 

A lei do “Não é Não” (Lei 14.786 ) dá à mulher o poder de colocar na cadeia qualquer homem que ela julgue inconveniente. Insistir em uma paquera se tornou crime. O problema dessa lei é que cabe à mulher definir se o homem que tentou flertar com ela é, de fato, um assediador.  

Assim, muitos homens estão preferindo esperar que as próprias mulheres cheguem neles, pois temem serem mal interpretados em suas investidas, o que muda os papéis. 

E, caso o homem seja preso por uma denúncia qualquer feita por uma mulher, terá dificuldades para se defender, pois para a justiça brasileira a palavra da mulher vale como PROVA (Lei 14.550/23). Então, não adianta tentar se explicar, dizer que só estava tentando flertar, pois se a mulher falou, está falado. 

De acordo com a Lei 13.718, a importunação sexual se tornou equivalente ao estupro. Em outras palavras, se você tocar sem querer em uma mulher num ônibus lotado ou fazer qualquer coisa que, na interpretação subjetiva dela seja importunação sexual, você pode pegar de um a cinco anos de cadeia. Um simples toque no ombro para pedir licença pode ser visto como crime. 

Relacionamentos sérios

E a coisa só piora para os homens que querem algo além do simples namoro. Homens que querem relacionamentos mais sérios, como o casamento, por exemplo, precisam tomais ainda mais cuidado, pois as leis são severas contra eles. 

O Estado parece se esforçar para que as mães solteiras continuem solteiras. O governo pretende pagar um auxílio para mães solteiras no intuito de que elas não necessitem entrar em um relacionamento para obter sustento (PL 3717/21). Esse Projeto de Lei, caso se torne lei, concederá às mães solteiras vários benefícios sociais, trabalhistas e financeiros. E, apesar do Princípio da Isonomia em nossa Constituição, onde é dito que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza...” (artigo 5º da Constituição Federal de 1988), essa lei não vai valer para os pais solteiros, só para mães solteiras. É uma lei exclusiva para mulheres. Aliás, nosso ordenamento jurídico possui várias leis exclusivas para mulheres, pois a justiça entende que elas necessitam mais de proteção e cuidados que os homens. Portanto jogaram o Princípio de Isonomia no lixo. 

Mas, caso o homem ainda ouse se casar ou se amigar com uma mãe solteira, ele correrá certos riscos. Um desses riscos, talvez o mais temido, é ser obrigado por lei a pagar pensão para um filho que nem é dele. A chamada pensão socioafetiva (Lei 08.069 e 83/19) pode ser imposta ao homem desde que a mulher prove qualquer vínculo afetivo entre o homem e a criança. E isso ela pode fazer com fotos ou vídeos onde o homem aparece interagindo com a criança. E, mesmo que o relacionamento acabe, você ainda continuará sendo obrigado a pagar pensão para a criança, pois as suas responsabilidades serão iguais às de um pai biológico. Inclusive você e o pai biológico podem pagar pensão à mesma criança, e, se um terceiro homem se envolver com a mulher, ele também pode cair na pensão socioafetiva, aumentando ainda mais esses valores e incentivando mulheres mal-intencionadas a usarem isso como golpe. 

E o circo de horrores jurídico para o homem que se casar nesses tempos sombrios continua... Se houver uma discussão entre o casal (coisa comum em um relacionamento) a mulher pode alegar violência psicológica (Lei 14.188) e o companheiro pode pegar até dois anos de reclusão. Novamente temos aqui uma lei exclusiva para a mulher. Se o homem sofrer violência psicológica da mulher, isso não é considerado crime. 

Se a mulher ficar com raiva de você por algum motivo, ela pode simplesmente ir até uma delegacia e fazer uma denúncia falsa, e, como a palavra da mulher já basta (Lei 14.550/23), você provavelmente vai ser preso sem a necessidade dela fornecer qualquer prova. Algumas mulheres usam isso como um tipo de “castigo” contra o marido, fazendo o marido ser preso por um tempo e depois retirando a queixa, para que ele seja solto. Elas praticamente brincam com as leis, como se fossem deusas te condenando ao inferno e te tirando de lá quando bem entendem. Nossas leis misândricas e feministas dão esse poder a elas.

E agora, com esse novo Projeto de Lei ( PL 896/2023) que já foi aprovado de forma unânime pelo Senado em 2026, e agora está sendo analisado pela Câmara dos Deputados, a vida do homem pode se tornar mais difícil, e os relacionamentos impossíveis. Esse Projeto de Lei prevê a criminalização da misoginia. Sabemos que a misoginia é o ódio ou aversão pelas mulheres, e sabemos que isso deve ser combatido, apesar de eu, particularmente, achar que a misandria (ódio contra homens) também devia ser combatida, e não negligenciada pela justiça, como acontece hoje em dia, mas, tudo bem. 

O problema nem é criminalizar a misoginia, e sim o que vai ser considerado misoginia depois que essa lei for aprovada, pois o próprio Projeto de Lei não define claramente o que é misoginia e nem o que é mulher, e isso pode virar uma baita bagunça futuramente. 

Assistindo a um programa de televisão recentemente, vi duas mulheres tentando definir o que é misoginia. Uma delas disse que interromper uma mulher enquanto ela fala pode ser classificado como misoginia. Outra disse que discordar do que uma mulher fala pode ser misoginia, ou seja, apesar de a palavra ter um significado no dicionário, as interpretações sobre o que pode ou não ser misoginia são elásticas, genéricas e subjetivas. Qualquer coisa que desagrade uma mulher pode se tornar misoginia, caso essa lei absurda seja aprovada. 

Isso, de certa forma, pode se virar até contra as próprias mulheres, pois, como a lei não define o que é uma mulher, uma mulher trans, por exemplo, pode colocar uma mulher biológica na cadeia caso ela se negue a aceitar suas ideologias ou discorde de suas falas, pois, ao que parece, a lei não vai combater o ódio pelas mulheres em si, mas qualquer coisa que as mulheres entendam que está diminuindo-as. Um homem que discorda do que uma mulher fala, por exemplo, não a odeia (discordar não é odiar), mas o simples fato de discordar pode torna-lo “misógino” de acordo com essa nova lei.  O fato de não termos uma delimitação que sirva como parâmetro para separar o que é opinião do que é misoginia, é o que torna essa possível lei mais absurda. Imagina todo esse poder nas mãos da mulher dentro de um relacionamento. Ou o homem se comporta como um cachorrinho adestrado, ou estará com sérios problemas.


Perigo de demissões 

Existe também o perigo real de que as mulheres sofram uma onda de demissões. Como discordar de mulheres ou interrompe-las quando estão falando pode ser considerado misoginia, isso pode afetar profundamente as interações no ambiente de trabalho. 

Uma mulher que não tiver seu projeto aprovado pode alegar misoginia, ou que não conseguir uma promoção, aumento etc. Se um encarregado precisar chamar a atenção de uma mulher por qualquer motivo, pode ser acusado de misoginia, ou até mesmo o empregador, dependendo de suas decisões, como não contratar uma mulher, demitir uma mulher, etc. 

Se a definição de misoginia for muito ampla ou subjetiva, alguns empregadores podem evitar contratar mulheres para cargos sensíveis, evitar feedbacks ou decisões difíceis (promoção, demissão, avaliação), em outras palavras, o empregador pode ter receio de que qualquer conflito seja interpretado como discriminação. E, levando em conta o que a gente já observa no caso da lei Maria da Penha, onde algumas mulheres usam essa lei de forma indevida, como ferramenta de vingança, fazendo falsas acusações na tentativa de punir seus desafetos do sexo masculino, já podemos imaginar o que os empregadores podem passar nas mãos dessas mulheres. 

Sem contar que as mulheres já contam com muitas leis que dão a elas certos privilégios no trabalho. O Projeto de Lei 1249/22, por exemplo, aprovado pela Câmara dos Deputados em outubro de 2025, propõe licença remunerada de até dois dias consecutivos por mês para mulheres com sintomas graves de cólica. Aqui o empregador terá que pagar dois dias de trabalho para uma mulher que não está lá trabalhando, e isso todos os meses. 

E tem mais: conforme decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF), o empregador é obrigado a pagar os primeiros 15 dias de afastamento de funcionárias que precisem se ausentar do trabalho devido à violência doméstica. Ou seja, se a mulher sofre violência doméstica, quem paga é o empregador. Ela receberá a metade do mês sem trabalhar. Imagina como isso será prejudicial ao empregador.

E as aberrações jurídicas não param por aí! Tem lei que incentiva a mulher a fazer denúncias (inclusive denúncias falsas). O Projeto de Lei Complementar (PLP) 158/2024, por exemplo, garante seis meses de estabilidade no trabalho ou seis meses de salário em dobro para mulheres que denunciarem colegas de serviço por assédio. Como a lei premia a mulher que faz a denúncia, isso certamente pode incentivar mulheres mal-intencionadas a fazerem denúncias falsas, visto que a única punição que receberão, caso a mentira seja descoberta, é a demissão por justa causa. Não há uma punição criminal para a mulher que mentir para ganhar esses “prêmios”, mesmo que a mentira dela coloque um inocente na cadeia e destrua a vida dele. 

Então será que é viável para uma empresa hoje em dia contratar mulheres? 


O que o homem ganha hoje com os relacionamentos? 

Mas saindo do campo trabalhista e voltando ao campo dos relacionamentos, não é só essa lei que, caso aprovada, transformará a vida do homem num inferno. Existem outras leis que também colaboram para isso, dando privilégios absurdos para as mulheres em detrimento dos homens. 

Uma mulher, por exemplo, pode te tirar facilmente de sua própria casa, caso peça uma medida protetiva contra você e alegue que não tem para onde ir. Nesse caso, você será expulso de sua casa (mesmo ela estando no teu nome), e isso, por tempo indefinido. E a mulher nem precisará fornecer provas para justificar o pedido, pois pedidos desse tipo são considerados "medidas protetivas de urgência". Ela também pode te colocar na cadeia fazendo denúncias falsas e te obrigar a pagar pensão vitalícia para ela mesmo depois do término do relacionamento (PL 48.2023). 

Se uma mulher te acusar de ser o pai do filho dela, você terá que pagar pensão “Alimentos Gravídicos” (Lei 11.804) até que você prove que não é o pai. Ou seja, para te acusar ela não precisa de provas, mas você precisa provar que não é o pai para conseguir cancelar as pensões. 

E, se no momento do divórcio a mulher alegar que você era violento, o Projeto de Lei PL 5498/23, caso vire lei, pode te fazer perder 100% dos seus bens. Isso mesmo o que você leu! Nesse caso, os bens não serão divididos ao meio... você vai perder tudo. 


Nem os namorados escapam

E o perigo não é só para os homens casados ou amigados (amasiados)! Se você namorar com uma mulher por seis meses, pode perder metade de seus bens em caso de separação, como se fosse casado. É isso o que propõe as leis 141/23 e 494/23.

Com tantas leis beneficiando as mulheres em detrimento dos homens. Com uma justiça inclinada a ouvir a mulher e tapar os ouvidos para os homens, ou punir homens sem provas, apenas acatando a palavra da mulher, você ainda acha que é viável ao homem se relacionar com uma mulher hoje em dia?

Entrar em um relacionamento se tornou para os homens como caminhar num terreno minado. Um passo em falso e você se lasca. Nossos legisladores transformaram os relacionamentos em um terreno inóspito para os homens. 


O plano macabro por detrás de tudo isso

Mas todo esse conjunto de leis que prejudicam os homens não foi feito por acaso. Existe um propósito sombrio por detrás dessas leis. Fica bem evidente para qualquer pessoa observadora que essas leis têm como objetivo afastar definitivamente os homens das mulheres. Enquanto os homens se afastam por temerem essas leis, as mulheres também se afastam por serem constantemente bombardeadas por ideias misândricas que colocam os homens como inimigos, monstros... 

Obviamente que o objetivo é afastar um do  outro e assim impedir o surgimento de algo que as pessoas por detrás dessas leis querem muito combater: a família tradicional: Pai + mãe + filhos, vivendo juntos, com papéis familiares definidos.

Existem grupos ligados à cultura woke, progressismo e à extrema esquerda que não escondem o desejo de acabar com a chamada família tradicional, pois enxergam esse modelo como conservador e enraizado na religião.  Assim, pessoas com essa visão cultural e ideológica se infiltraram na política e estão promovendo leis que suprimem o comportamento masculino ao máximo, enfraquecendo-o e tornando o homem um tipo de pária na sociedade, enquanto seduzem as mulheres com um falso empoderamento com o apoio do Estado, da justiça e das leis, tornando-as quase divinas: pessoas que não podem ser questionadas, interrompidas ou contrariadas. A mulher novamente está sendo enganada pela Serpente, o grande inimigo de Deus. 

Isso, a curto prazo, pode parecer um avanço social para alguns, mas a longo prazo certamente vai se voltar contra as mulheres, como já previ aqui nesse texto. No final, caso isso continue, teremos um declínio na natalidade, aumento da prostituição feminina, e homens e mulheres vivendo e envelhecendo sozinhos e deprimidos. As consequências futuras de um mundo assim só Deus sabe. 

 

sexta-feira, 20 de março de 2026

Morre o ator Chuck Norris aos 86 anos



    O ator Chuck Norris sempre será lembrado por seus personagens invencíveis, capazes de derrotar qualquer vilão e superar qualquer desafio. Mas, fora da ficção — em nossa realidade — existe um inimigo que nenhum homem comum jamais conseguiu vencer. Esse inimigo sempre chega, seja cedo demais ou um pouco mais tarde, mas inevitavelmente chega. E essa é a única certeza que temos.

    Nossa ciência e nossa medicina, por mais avançadas que sejam, não são capazes de deter esse inimigo implacável chamado morte. Muitas vezes, cientistas e médicos conseguem apenas retardar sua chegada. Segundo a narrativa bíblica, ela entrou no mundo na época de Adão e Eva e continua ceifando a humanidade desde então, encerrando nosso ciclo de existência terrena.

    No entanto, apenas um homem conseguiu derrotar esse inimigo. Não era um homem comum, embora tenha vivido em carne e osso. Em seu corpo humano habitava toda a plenitude da divindade: Jesus Cristo.

    E Ele não venceu a morte apenas uma vez, mas várias. Demonstrou seu poder ao ressuscitar a filha de Jairo (Marcos 5:21–43), fazendo a morte parecer um simples sono. Também venceu a morte ao trazer de volta seu amigo Lázaro (João 11), que já estava morto havia quatro dias.

    Entretanto, há um episódio que chama atenção de forma especial: a ressurreição do filho da viúva de Naim (Lucas 7:11–17). Esse momento pode ser visto como um encontro direto entre a vida e a morte, frente a frente.

    O texto bíblico relata que Jesus estava chegando à pequena cidade de Naim quando encontrou um cortejo fúnebre saindo da cidade. Podemos imaginar a morte conduzindo mais uma de suas vítimas, até que se depara com a própria Vida encarnada em forma humana — alguém com plena autoridade sobre ela.

    Ao ver a mulher chorando, Jesus se compadeceu profundamente e disse:

“Não chores.”

    Sem que ninguém pedisse, Ele tomou a iniciativa — algo incomum — demonstrando sensibilidade diante da dor humana.

    Então, aproximou-se, tocou o esquife (uma espécie de maca funerária) e declarou:

“Jovem, eu te digo: levanta-te!”

    Imediatamente, o jovem voltou à vida, sentou-se e começou a falar. Jesus o entregou à sua mãe.

    Naquele momento, a morte foi vencida. E quando a morte tentou tragar o próprio Mestre, também não teve êxito: Jesus ressuscitou, vencendo definitivamente a morte e estabelecendo uma promessa à humanidade — a de que todos os que creem em sua Palavra também participarão dessa vitória.

    Chuck Norris foi um cristão convicto, um homem de fé, e, segundo essa esperança, também participará dessa promessa: a ressurreição, quando o mal será finalmente derrotado, juntamente com a morte.

sexta-feira, 13 de março de 2026

O Deus do Antigo Testamento não é o mesmo Deus do Novo Testamento?




    No século II, Marcião de Sinope, um teólogo cristão natural do Ponto (atual Turquia), ensinava que o Deus do Antigo Testamento seria um deus inferior e severo, diferente do Pai revelado por Jesus Cristo no Novo Testamento.

    É importante ressaltar que a Igreja Primitiva rejeitou veementemente essa visão dualista de Deus.

    Marcião morreu por volta de 160 d.C., mas, ainda hoje, em pleno século XXI, existem religiosos que defendem essa mesma heresia.

    Essas pessoas costumam usar argumentos que apelam para o emocional. Dizem que o Deus do Antigo Testamento seria cruel, responsável pela morte de crianças e recém-nascidos, enquanto o Deus revelado por Jesus no Novo Testamento seria apenas amoroso e misericordioso.

    Frequentemente citam passagens relacionadas às guerras contra povos como os Cananeus e os Amalequitas, mencionando ordens de destruição dadas por Deus:


“Agora vão, ataquem os amalequitas e consagrem ao Senhor para destruição tudo o que lhes pertence. Não os poupem; matem homens, mulheres, crianças, recém-nascidos, bois, ovelhas, camelos e jumentos.”

(Primeiro Livro de Samuel 15:3)


Mas onde estão os erros nessa visão?


1 — Deus é um só


O próprio Deus afirma não existir outro além dEle:


“Eu sou o Senhor, e não há outro.”

(Livro de Isaías 45:5)


    A visão dualista de Marcião implica a existência de dois deuses: um inferior e cruel, e outro bom e superior. Isso é, na prática, politeísmo, algo que contradiz diretamente o ensino bíblico.


O próprio Jesus declarou:


“Eu e o Pai somos um.”

(Evangelho de João 10:30)


    Aqui Jesus afirma uma unidade absoluta de essência, natureza e autoridade com Deus Pai. Não existem dois deuses, mas um único Deus que se revela como Pai, Filho e Espírito Santo. Assim, quem sustenta a visão dualista precisa decidir se acredita no ensino da Bíblia ou na doutrina de Marcião.


2 — O próprio Jesus confirma o Antigo Testamento


    Jesus e os apóstolos citavam constantemente as Escrituras do Antigo Testamento como autoridade divina. O próprio Senhor declarou:


“Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas cumprir.”

(Evangelho de Mateus 5:17)


    Aqui Jesus afirma que sua missão não era abolir o Antigo Testamento, mas cumprir tudo o que nele foi anunciado.

    Jesus também confirmou eventos de julgamento divino, por exemplo, o Dilúvio de Noé:


“Assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem…

veio o dilúvio e os levou a todos.”

(Evangelho de Mateus 24:37–39)


    Jesus trata o dilúvio como um evento real de julgamento divino, descrito no Livro de Gênesis. Ele não diz que foi obra de um “deus mau”, mas apresenta o acontecimento como ação do verdadeiro Deus, mesmo que no dilúvio também tenham morrido crianças. 

    O mesmo ocorre com a destruição de Sodoma e Gomorra:


“No dia em que Ló saiu de Sodoma, choveu do céu fogo e enxofre e destruiu a todos.”

(Evangelho de Lucas 17:28–30)


    Novamente, Jesus apresenta o episódio como juízo divino legítimo. Mesmo que matar pessoas queimadas seja algo cruel na visão das pessoas. Novamente aqui Jesus atribui a destruição ao mesmo Deus que Ele chama de Pai. E isso na visão de Jesus não foi crueldade, foi juízo. 


3 — Deus não muda


    A Bíblia afirma claramente que Deus é imutável:


“Em Deus não há mudança nem sombra de variação.”

(Epístola de Tiago 1:17)


    O próprio Novo Testamento mostra que Deus continua sendo juiz:


“Nosso Deus é fogo consumidor.”

(Epístola aos Hebreus 12:29)


    Além disso, o Novo Testamento fala claramente sobre o Juízo Final (Livro do Apocalipse 20:15).


    O próprio Jesus falou repetidamente sobre condenação e julgamento.


    Se o Deus do Antigo Testamento fosse mau, então Jesus, que o citava constantemente, estaria validando um deus mau. Isso criaria uma contradição dentro do próprio Novo Testamento. Os defensores da doutrina de Marcião não percebem isso. 


4 — O Antigo Testamento também revela o amor de Deus


    Apesar de apresentar Deus como juiz justo, o Antigo Testamento também enfatiza sua misericórdia:


“Senhor, Senhor Deus misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em amor.”

(Livro do Êxodo 34:6)


    Deus também demonstrava paciência antes de exercer julgamento:


“A iniquidade dos amorreus ainda não chegou ao seu limite.”

(Livro de Gênesis 15:16)


    Isso indica que Deus esperava séculos antes de punir certos povos, dando oportunidade de arrependimento. Quando houve arrependimento, Ele suspendeu o castigo — como aconteceu com a cidade de Nínive após a pregação do profeta Jonas.


5 — Os povos julgados não eram inocentes


    A Bíblia descreve práticas extremamente cruéis entre povos de Canaã, como:


sacrifício de crianças

prostituição cultual

violência ritual


    Os Amalequitas, por exemplo, atacaram os israelitas de forma covarde durante a travessia do deserto:


“Feriu na retaguarda todos os fracos, quando estavas cansado e exausto.”

(Livro de Deuteronômio 25:17–18)


    Eles atacaram pelas costas, mirando justamente os mais vulneráveis: idosos, crianças e doentes. Então Deus não puniu "coitadinhos",  mas povos extremamente crueis. 


6 — Deus também julgou Israel


    Deus não fez acepção de povos. Quando os Israelitas cometeram os mesmos pecados, também foram castigados. Um exemplo foi a destruição de Jerusalém e o exílio na Babilônia. O julgamento divino não era racial, mas moral.


7 — A questão das crianças


    Alguns perguntam por que as crianças não foram poupadas. A resposta é simples: se fossem poupadas, certamente iriam crescer e querer se vingar dos israelitas, retornando o ciclo de violência entre aqueles povos. Então Deus resolveu exterminar por completo aquele povo, o que incluía as crianças. Mas isso não foi crueldade? Alguém poderia perguntar. A resposta é NÃO! Quando entendemos a natureza da morte, de acordo com a própria bíblia, percebemos que a morte física não é o fim da existência:


“Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma.”

(Evangelho de Mateus 10:28)

Entenda que aquelas crianças não foram riscadas da existência, mas apenas tiradas do nosso plano terreno. Deus tirou elas de um lugar e colocou em outro. Como apenas o corpo morre e a alma sobrevive, aquelas crianças foram privadas da vida na Terra mas continuam existindo em outro plano. E certamente Deus fará justiça a elas, pois elas não tinham culpa do que seus pais perversos fizeram. 

 Ele realmente é: um Deus amoroso e misericordioso, que dá tempo para o arrependimento, mas também santo e justo, que pune o mal quando necessário.


A Bíblia apresenta essas duas realidades:


Deus é amor — mas também é fogo consumidor.

sábado, 31 de janeiro de 2026

Por que Jesus não pode ser considerado socialista ou comunista?

     



    É muito comum ouvirmos pessoas da esquerda política associando Jesus ao socialismo ou até ao comunismo. Mikhail Gorbachev (ex-líder da União Soviética) disse o seguinte sobre Jesus: 

“Jesus foi o primeiro socialista, o primeiro a buscar uma vida melhor para a humanidade.” (fonte)

Fidel Castro (ex-presidente de Cuba), disse: 

“Ele (Jesus Cristo) foi o primeiro comunista. Repartiu o pão, repartiu os peixes e transformou a água em vinho.” (fonte)

    Mas será que Jesus pode mesmo ser considerado um socialista ou comunista? Vejamos: 

    Embora Jesus defendesse valores como solidariedade, caridade e cuidado com os pobres, isso não o torna comunista ou socialista. Essas ideologias são sistemas político-econômicos, enquanto a mensagem de Jesus é moral, espiritual e voluntária.

    Jesus chama cada indivíduo à conversão pessoal e à caridade espontânea. Em nenhum momento ele defende que o Estado tome bens de uns para redistribuir a outros. O comunismo e o socialismo dependem da coerção institucional, via leis e força estatal.

“Cada um dê conforme determinou em seu coração, não com pesar ou por obrigação.” (2 Coríntios 9:7)

     Isso é o oposto da lógica socialista de redistribuição obrigatória.

    Jesus critica o apego ao dinheiro, não a existência da propriedade privada. Ele convive com pessoas ricas, elogia bons administradores e usa exemplos que pressupõem propriedade individual (vinhas, talentos, casas, moedas).

    Na Parábola dos Talentos, o Senhor elogia quem investe e multiplica o que recebeu — algo incompatível com a rejeição socialista ao lucro e à acumulação privada.

    Jesus rejeita explicitamente a ideia de um reino terreno ou revolucionário:


“O meu Reino não é deste mundo.” (João 18:36)

    Comunismo e socialismo são projetos de poder estatal e transformação estrutural da sociedade. Jesus propõe uma transformação do coração, não um sistema econômico imposto. 

    Jesus ensina que todos são iguais diante de Deus, mas isso não significa que devam ter os mesmos bens, funções ou resultados materiais. O socialismo busca igualdade econômica por meio de planejamento central; Jesus aceita a diversidade de condições e chama cada um à responsabilidade moral dentro dela.

    Atos dos Apóstolos descreve cristãos compartilhando bens, mas de forma voluntária, não obrigatória. Pedro deixa isso claro ao falar com Ananias:


“Não era teu o que possuías? E, vendido, não estava o dinheiro em teu poder?” (Atos 5:4)


    Ou seja, a propriedade continuava sendo privada; o erro foi a mentira, não a retenção do bem.

Jesus está fora das categorias ideológicas modernas. Reduzi-lo a um rótulo político é ignorar a natureza essencialmente espiritual e moral de sua mensagem.

domingo, 25 de janeiro de 2026

A ignorância dos ateus militantes sobre a importância dos oceanos

 




    Ateus falam tanto em “estudo”, mas é cada post ignorante que aparece pela internet… kkk.

Sim, as águas dos oceanos são salgadas e, portanto, não servem para o ateuzinho de internet matar a sede. Mas reduzir os oceanos a isso é desconhecer completamente o papel fundamental que eles exercem no planeta.    

    Os oceanos têm função central na regulação do clima: absorvem e distribuem calor por meio das correntes oceânicas, ajudam a evitar extremos de temperatura — como ondas de calor e frios intensos — e influenciam fenômenos climáticos como El Niño e La Niña.

    Eles também estão diretamente ligados à produção de oxigênio. Cerca de 50% do oxigênio da Terra é produzido pelo fitoplâncton marinho, micro-organismos que realizam fotossíntese. Em outras palavras: a cada duas respirações suas, uma vem do oceano.

    Além disso, os oceanos são essenciais para o ciclo da água, pois são a principal fonte de evaporação que forma nuvens e gera chuvas, mantendo rios, aquíferos e ecossistemas terrestres em funcionamento.

    Os oceanos também regulam o carbono, absorvendo grandes quantidades de CO₂ e ajudando a reduzir o efeito estufa. Funcionam como um dos maiores sumidouros de carbono do planeta.

    Sem contar a biodiversidade impressionante que existe neles: peixes, corais, algas, mamíferos marinhos e micro-organismos. Muitos desses ecossistemas são a base da cadeia alimentar global. Os oceanos fornecem alimentos como peixes e frutos do mar, além de algas e outros recursos essenciais. Também são fonte de minerais, energia (como a eólica offshore e a energia das marés) e matérias-primas.

    Por fim, os oceanos sustentam o comércio mundial, servindo como principais rotas de transporte, e mantêm atividades econômicas como pesca, turismo e navegação. São igualmente fundamentais para o equilíbrio ambiental, pois influenciam ecossistemas costeiros — manguezais, recifes e restingas — e ajudam a proteger o litoral contra erosão e tempestades.

    Pois é, senhor ateu apedeuta! Beber a água do mar não vai dar, mas morrer de sede você não vai, pois tem muita água doce no planeta. 

segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Ateus militantes definitivamente não entendem o que é livre-arbítrio

 




    Opa! Primeira postagem de 2026, e já começo falando de um assunto que já apareceu algumas vezes neste blog — mas que sempre vale a pena revisitar. Afinal, repetir nunca é demais quando a ideia ainda não conseguiu entrar na cabecinha confusa do ateu militante.

    Hoje tive um pequeno debate com um ateu em uma rede social, e o tema foi o livre-arbítrio. Como é possível ver no print acima, ele questionava por que Deus, sendo Todo-Poderoso e Onipresente, ainda assim permite que crianças sejam abusadas. 

    Expliquei a ele que o ser humano possui livre-arbítrio — isto é, a capacidade de fazer escolhas e tomar decisões de forma autônoma. Assim, mesmo quando alguém opta por praticar o mal, Deus não intervém para impedir essa escolha.

    Isso ocorre porque Deus criou um mundo no qual os seres humanos são verdadeiramente livres, e não simples bonecos sob Seu controle. Se Deus impedisse todo mal cometido pelas pessoas, Ele estaria anulando o livre-arbítrio humano e nos transformando em meros bonecos de ventríloquo ou personagens de um gigantesco videogame, no qual Deus controlaria cada ação.

    O próprio ateu que criou o post ao qual respondi é uma prova do livre-arbítrio em ação, pois exerceu sua liberdade ao escrever uma crítica a Deus sem ser impedido em momento algum. Imagine como ele se sentiria se, ao tentar redigir esse texto, seus dedos simplesmente ficassem imóveis, impossibilitando-o de escrever. Certamente protestaria, alegando que Deus estaria o censurando ou violando sua liberdade de expressão.

    Nessas últimas décadas debatendo com ateus pela internet, aprendi até a antecipar seus contra-argumentos. Quando escrevi isso a ele, já imaginava qual seria sua resposta: como de costume, apelaria para o lado emocional e questionaria onde estaria o livre-arbítrio da menina que, no exemplo apresentado por ele, havia sido abusada.

    Esse é o cerne do problema: muitos ateus militantes ainda não compreenderam o que realmente é o livre-arbítrio. Livre-arbítrio é a capacidade de escolher as próprias ações — sejam elas boas ou ruins — dentro daquilo que está sob o controle do indivíduo. A pessoa só pode escolher e colocar em prática aquilo que depende dela.

    Justamente por isso, uma criança prestes a ser abusada não pode usar o livre-arbítrio para “escolher” não ser abusada. Da mesma forma, eu não posso usar meu livre-arbítrio para escolher não ser atropelado ou para escolher não ser assaltado na rua. Esses eventos não estão sob meu controle.

    Os ateus acabam fazendo uma grande confusão com esse conceito. Em resumo, livre-arbítrio é a capacidade que tenho de planejar e executar minhas próprias ações sem ser impedido por Deus, mesmo quando essas ações são moralmente erradas aos olhos d’Ele. Livre-arbítrio definitivamente não é o poder de escolher tudo o que acontece comigo.