sábado, 18 de abril de 2026

Seria verdade que encontraram uma lápide antiga falando sobre o dogma da Imaculada Conceição de Maria?

 


O dogma da Imaculada Conceição ensina que Maria, mãe de Jesus, foi concebida sem o pecado original.

Em termos simples: desde o primeiro instante de sua existência (ou seja, desde a sua concepção no ventre de sua mãe), Maria já foi preservada da condição comum da humanidade marcada pelo pecado original. Esse dogma contraria a passagem bíblica de Romanos 3:23, onde é dito que TODOS pecaram, o que não deixa nenhuma exceção, a não ser Jesus, o qual a bíblia diz que nunca pecou (1 Pedro 2:22)

Agora, alguns fiéis católicos estão fazendo postagens dizendo que uma lápide antiga foi encontrada, e que a inscrição nessa lápide fala sobre a Imaculada Conceição de Maria. Seria isso verdade? Não, não é!

É verdade que uma lápide antiga realmente foi encontrada na região de Negev, uma região desértica que cobre cerca de 60% do sul de Israel. Também é verdade que o texto em grego cita o nome Maria, mas a Maria mencionada no texto não é a mesma Maria da bíblia, a mãe de Jesus, e sim, uma mulher que viveu na região de Nitzana há cerca de 1.400 anos. O texto na lápide diz o seguinte: "Beata Maria, que viveu uma vida imaculada". 

A pedra, que data do final do século VI ou início do século VII d.C., foi encontrada por inspetores da Autoridade de Natureza e Parques que estavam limpando o Parque Nacional de Nitzana (fonte). 

Os protestantes costumam criticar o dogma da Imaculada Conceição por falta de base bíblica explícita, por colocar Maria num nível quase divino, sem pecados, e, pelo fato do desenvolvimento tardio do dogma,  que só foi definido oficialmente em 1854 por Pio IX.




Curiosidade: guaraná Jesus foi criado por um ateu

 


Me lembro de ter visto alguns deboches de ateus militantes por causa do nome desse guaraná, mas o que eu não sabia é que esse guaraná foi inventado por um ateu. 

O Guaraná Jesus foi criado pelo farmacêutico maranhense Jesus Norberto Gomes, por volta de 1927.

Ele estava fazendo experimentos para produzir um xarope medicinal, mas acabou criando por acaso um refrigerante de cor rosada e sabor doce e marcante. O resultado agradou tanto que passou a ser comercializado.

Com o tempo, o Guaraná Jesus se tornou um símbolo cultural do estado do Maranhão, especialmente na cidade de São Luís.


A descoberta da penicilina e o argumento ateísta

 


    A charge acima foi copiada de uma página de debate entre ateus e teístas. Ela possui várias versões e já vem sendo utilizada há muito tempo por ateus militantes. O argumento é sempre o mesmo: a penicilina salvou mais vidas que o Deus bíblico. Essa é uma forma que os ateus encontraram de expressar seu pensamento de que a ciência é mais útil que a fé. 

    Mas falando sobre a penicilina, você sabe como ela foi descoberta?

    O descobridor da penicilina foi o cientista escocês Alexander Fleming, em 1928, e ele descobriu a penicilina de forma acidental. 

    Fleming trabalhava com bactérias do gênero Staphylococcus em seu laboratório. Após voltar de férias, ele percebeu que uma das placas de cultura havia sido contaminada por um mofo (um fungo). O curioso é que, ao redor desse mofo, as bactérias não cresciam. Esse fungo era do gênero Penicillium.
Intrigado, Fleming investigou e concluiu que o mofo produzia uma substância capaz de matar ou impedir o crescimento das bactérias. Ele chamou essa substância de penicilina.

    Essa descoberta revolucionou a medicina, inaugurando a era dos antibióticos e salvando milhões de vidas.
    Mas existe um detalhe que o ateu militante que usa essa descoberta para atacar a fé em Deus ainda não percebeu: a penicilina não foi literalmente inventada... ela já existia na natureza, estava pronta, apenas esperando que alguém a descobrisse. O próprio Fleming reconheceu isso quando disse: 

“Eu não inventei a penicilina. A natureza a fez. Eu apenas a descobri por acaso.”

A ciência produz os medicamentos, que são importantíssimos para nós, humanos (e também para os animais), mas a matéria-prima vem da natureza. Deus deixou tudo pronto e espalhado na natureza, e deu inteligência ao homem para montar esse verdadeiro quebra-cabeças.  

    Os medicamentos que hoje conhecemos costumam vir de três fontes principais: origem natural, semissintéticos e sintéticos. 

    Os medicamentos de origem natural geralmente são extraídos de organismos vivos como Plantas (ex: Morfina, derivada da papoula), Fungos (ex: Penicilina) e também de bactérias e outros microrganismos.

    Os medicamentos semissintéticos também usam matéria-prima da natureza, mas são modificados em laboratório para melhorar a eficácia ou reduzir os efeitos colaterais. Um exemplo de medicamento semissintético é a Amoxicilina.

    Os medicamentos sintéticos são aqueles que são produzidos através de reações químicas (Ex: Paracetamol), Mas há um detalhe importante: mesmo os medicamentos “sintéticos” dependem de matéria-prima química básica, que em última análise vem da natureza (como petróleo, minerais, etc.). Ou seja, tudo vem da natureza em sentido amplo — mas não necessariamente de forma direta ou biológica.

    Portanto a função da ciência é trabalhar com matérias-primas criadas por Deus e transforma-las em medicamentos úteis. Assim, a argumentação ateísta se torna inválida quando percebemos que o homem não cria coisas do nada... ele sempre depende de algo que já está na natureza.


domingo, 12 de abril de 2026

Pois é!

 


Sim, vocês mataram Jesus e ainda pediram que o sangue dele (culpa pelo assassinato) caísse sobre suas cabeças: 
E, respondendo todo o povo, disse: O seu sangue caia sobre nós e sobre nossos filhos.” (Mateus 27:25)

Tempos mais tarde ocorreu o Holocausto, e até hoje muitos se perguntam por que Deus permitiu algo assim. 

Quanto aos cristãos, a mensagem central que aprendem com Jesus é a do amor, do perdão e da compaixão, inclusive para com aqueles que pensam ou creem de forma diferente. Por isso, a fé cristã, em sua essência, não ensina o ódio, mas sim uma postura de humildade e respeito ao próximo, o que inclui os judeus. 

sábado, 11 de abril de 2026

Deuteronômio 6:4 indica que Deus não pode ser uma trindade?

 Argumento: Em Deuteronômio 6:4 o versículo diz que Deus é único. E a palavra hebraica traduzida como "único" mostra que Deus não pode ser uma trindade. 


Resposta: A palavra “אחד” (echad) realmente significa UM. Porém, o que a maioria dos críticos ignora, é que essa mesma palavra pode significar uma unidade composta. Por exemplo, essa palavra foi usada em Gênesis 2:24 para dizer que o homem deixaria sua família, se uniria a uma mulher, e os dois se tornariam UMA (echad) carne, ou seja, uma unidade composta, formada por duas pessoas. Em Esdras 3:1 o texto bíblico diz que o povo se reúne como um só homem (echad). 

Portanto essa palavra não significa sempre singularidade. A palavra hebraica para único absoluto seria “yachid”. 

Lembre-se que no próprio livro de Gênesis outra palavra hebraica foi usada em referência a Deus, e essa palavra é אֱלֹהִים (“Elohim”) e a terminação "im", em hebraico, indica plural. Por exemplo: 

“No princípio, Elohim criou..." (Gênesis 1:1). “Elohim” (plural) “criou” (bara, verbo no singular). 

"Façamos (plural) o homem à nossa (plural) imagem..." Gênesis 1:26. 

O que está em pleno acordo com João 1:1: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus."

Não dois deuses, mas um só Deus com unidade composta: Pai, Filho e Espírito Santo. 


terça-feira, 7 de abril de 2026

Mateus errou o nome do pai de Zacarias?

 Argumento: Mateus errou o nome do pai de Zacarias em Mateus 23:35



Resposta: Sim, ele pode ter errado, ou não... Vamos entender: 

No capítulo 23, versículo 35, o evangelho de Mateus diz o seguinte:

“Para que sobre vós caia todo o sangue justo, que foi derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até ao sangue de Zacarias, filho de Baraquias, que matastes entre o santuário e o altar.”  Mateus 23:35

Preste bem atenção nos detalhes: Mateus está reproduzindo uma fala de Jesus, onde ele teria dito que um homem chamado Zacarias, filho de Baraquias, foi morto dentro do Templo judaico. 

O problema é que quando vasculhamos o Antigo Testamento, não encontramos nada a respeito da morte de Zacarias, filho de Baraquias. Contudo, encontramos o relato da morte de outro homem chamado Zacarias, só que esse era filho de Joiada. E a forma como ele foi morto bate perfeitamente com a descrição que Jesus deu:

“Então o Espírito de Deus revestiu a Zacarias, filho do sacerdote Joiada, o qual se pôs em pé acima do povo e disse: Assim diz Deus: Por que transgredis os mandamentos do Senhor, de modo que não prosperais? Visto que deixastes o Senhor, também ele vos deixará.

E conspiraram contra ele e, por mandado do rei, o apedrejaram no pátio da Casa do Senhor.” (2 Crônicas 24:20–21). 

Sim, um homem chamado Zacarias morreu no Templo judaico, e isso foi registrado em 2Crônicas... porém, não era o filho de Baraquias, como Mateus registrou em seu livro, e sim o filho de Joiada. 

Zacarias, filho de Baraquias foi um profeta que atuou no chamado “período persa”, ou seja, foi um profeta pós-exílio. Ele viveu por volta de 520 a.C.

Já o Zacarias, filho de Joiada foi um sacerdote que viveu no século IX a.C.

Mas se o filho de Joiada foi quem morreu no templo, por que então Mateus diz que foi o filho de Baraquias? 


Não sabemos ao certo, mas podemos inferir duas possíveis explicações:


1 – Mateus deve ter se equivocado e citado o nome errado. Note que Lucas também citou essa mesma fala de Jesus, mas não citou o nome do pai de Zacarias (Lucas 11:51). Isso indica que o próprio Jesus não citou o nome Baraquias, mas apenas Zacarias. O erro pode ter vindo de Mateus, que se confundiu, ou de algum copista que tentou acrescentar o nome do pai de Zacarias ao texto, mas se equivocou. 


2 – Não existe na Bíblia um relato que descreva como morreu Zacarias, filho de Baraquias. É possível que ele também tenha sido morto no templo, e que Mateus esteja se referindo a alguma tradição judaica preservada fora do texto bíblico.

Além disso, há um detalhe que muitas vezes passa despercebido por estudiosos das Escrituras: em Mateus 23:35, afirma-se que Zacarias, filho de Baraquias, foi morto “entre o santuário e o altar”. Já em 2 Crônicas 24:20–21, lemos que Zacarias filho de Joiada foi morto “no pátio da Casa do Senhor”.

Ora, o santuário ficava na parte interna do templo — uma área fechada, de acesso restrito aos sacerdotes — enquanto o altar de sacrifícios ficava no pátio, na área externa. Isso significa que o filho de Joiada foi morto no pátio, isto é, na área externa do templo, onde havia maior circulação.

Por outro lado, o texto de Mateus especifica que o filho de Baraquias morreu “entre o santuário e o altar”, o que pode indicar uma localização mais precisa, numa zona de transição entre o edifício do templo (parte interna) e o altar (no pátio).

Diante disso, talvez não se trate de uma confusão por parte de Mateus, mas da referência a uma morte que não foi registrada no Antigo Testamento. E, possivelmente, por se tratarem de episódios semelhantes — envolvendo homens com o mesmo nome e mortes em contexto do templo — muitos acabam confundindo os personagens, chegando até a supor que haja um erro no texto de Mateus.


segunda-feira, 6 de abril de 2026

Suposta contradição bíblica - quem era o sumo sacerdote perante Jesus?

 

Resposta: Oficialmente, o sumo sacerdote era Caifás, que estava em exercício durante o julgamento de Jesus.

Anás havia sido sumo sacerdote anteriormente, mas foi deposto pelos romanos.

Lucas menciona Anás porque ele também exercia grande influência religiosa e política na época. Além disso, Jesus foi levado primeiro a Anás antes de ser enviado a Caifás (João 18:13).

Portanto, não se tratam de relatos contraditórios, mas complementares.


Primeiro conversou com Anás: 

"E conduziram-no primeiramente a Anás, por ser sogro de Caifás, que era o sumo sacerdote daquele ano."

João 18:13

Depois com Caifás:

E Anás mandou-o, amarrado, ao sumo sacerdote Caifás.
João 18:24