Capítulo 1 - O Nascimento
O mistério sobre a data do nascimento de Jesus
Ninguém
conhece a data exata do nascimento de Jesus.
Estranhamente, todos os que escreveram sobre ele omitiram esse detalhe. Nem
mesmo Lucas, que no início de seu Evangelho afirma ter feito um rigoroso
trabalho de historiador — investigando cuidadosamente os acontecimentos e
consultando testemunhas oculares para compor um relato detalhado —, mencionou a
data. Devido a essa lacuna, a tradição cristã acabou estabelecendo o mês de
dezembro para a comemoração.
Por que Jesus dificilmente nasceu em dezembro?
Dezembro é
um mês caracterizado por chuvas e frio intenso na região da Judeia. Até hoje,
agências de viagens recomendam evitar o destino nessa época. O relato bíblico,
porém, menciona pastores cuidando de seus rebanhos no campo (Lucas 2:8), o que
seria inviável durante o inverno rigoroso da região.
Além disso,
a narrativa dos magos do Oriente, que se guiaram por uma "estrela",
sugere um céu límpido, sem a nebulosidade comum ao inverno local. Outro ponto
relevante é o censo ordenado pelo Império Romano. A necessidade de deslocamento
obrigatório para que os cidadãos se registrassem em suas cidades de origem
tornaria logisticamente impossível a realização de um censo em pleno inverno,
com estradas lamacentas e condições climáticas adversas. Para fins de
arrecadação de impostos e organização populacional, o imperador logicamente
escolheria um período de clima mais favorável.
O erro do "ano 1" e a morte de Herodes
Segundo o
Evangelho de Mateus, Herodes, o Grande, governava a Judeia quando Jesus nasceu
e foi ele quem ordenou a matança dos inocentes em Belém. Contudo, historiadores
estabelecem que Herodes morreu por volta de 4 a.C. Isso cria uma contradição
cronológica: de acordo com o calendário gregoriano, ele teria morrido antes do
nascimento de Cristo.
Como
entender essa discrepância?
O sistema
de contagem dos anos a partir do nascimento de Jesus foi idealizado no século
VI por Dionísio, o Exíguo. Sua intenção era substituir o calendário baseado nos
reinados dos imperadores romanos por um marco cristão. A iniciativa foi
pioneira, mas o cálculo apresentou falhas:
- A falha histórica: Dionísio não considerou com precisão a data da morte de Herodes.
Como Jesus nasceu durante o reinado de Herodes, ele obrigatoriamente
nasceu antes do "ano 1" do calendário cristão.
- A ausência do ano zero: O sistema de Dionísio salta de 1 a.C. diretamente para 1 d.C., o
que gera um deslocamento na contagem.
- Limitações da época: Dionísio não tinha acesso aos registros historiográficos que
possuímos hoje, baseando-se em cronologias muitas vezes contraditórias.
Atualmente,
a maioria dos historiadores converge para a ideia de que Jesus nasceu entre 6
a.C. e 4 a.C. Portanto, nosso calendário está "atrasado" em cerca de
4 a 6 anos em relação à realidade histórica, embora seja mantido por ser o
padrão global vigente.
A confirmação através do ministério de Jesus
Um detalhe
no Evangelho de Lucas reforça a tese de que Jesus nasceu antes do ano 1. Lucas
3:23 menciona que Jesus tinha "cerca de trinta anos" quando iniciou
seu ministério, coincidindo com o 15º ano do reinado de Tibério César.
Como
Tibério assumiu o trono em 14 d.C., o 15º ano de seu governo corresponde aos
anos 28–29 d.C. Se Jesus possuía aproximadamente 30 anos nesse período, a conta
recua naturalmente para o intervalo entre 6 a.C. e 4 a.C.
Nota: Na
época, não existia a distinção "a.C." e "d.C.". Os anos
eram contados a partir da ascensão dos imperadores. Lucas utiliza o "ano
15" de Tibério como referência cronológica clara para seus leitores
contemporâneos.
O mistério
da Estrela de Belém: um fenômeno real?
A narrativa
bíblica descreve os magos do Oriente sendo conduzidos por um astro luminoso.
Mas, afinal, o que teria sido essa "estrela"? Astrônomos e
historiadores debatem a questão há séculos, propondo hipóteses fascinantes
baseadas em registros antigos que coincidem com a janela cronológica do
nascimento de Jesus.
A hipótese
da "estrela convidada" (Supernova)
Uma das
teorias mais fortes sugere que o fenômeno foi uma nova ou supernova — a
explosão catastrófica de uma estrela que, por um período, brilha com uma
intensidade colossal, tornando-se visível mesmo à luz do dia.
O principal
embasamento para essa ideia vem da China antiga. O "Livro de Han"
(Han Shu), uma das crônicas mais importantes da história chinesa, registra o
surgimento de uma "ke xing" (estrela convidada) no segundo mês do
segundo ano do período Jianping, correspondente a março ou abril de 5 a.C.:
"No
segundo mês do segundo ano do período Jianping, apareceu uma estrela convidada
em Ch'ien-niu por mais de setenta dias."
O termo
Ch'ien-niu refere-se a uma região próxima às modernas constelações de Águia e
Capricórnio. A descrição de um objeto que permanece visível por cerca de 70
dias e desaparece subitamente é compatível com o comportamento de uma
supernova. Além disso, essa posição seria visível no céu matutino, o que
dialoga com a expressão grega en anatole, frequentemente traduzida como
"no Oriente" (ou "ao nascer"), sugerindo que os magos
observaram o astro em sua ascensão helíaca.
A hipótese
da conjunção planetária
Outro grupo
de estudiosos defende que a "estrela" não foi um objeto único, mas um
alinhamento planetário. Conjunções raras podem gerar um brilho intenso e
diferenciado no céu noturno, atraindo a atenção de observadores atentos como os
magos.
Registros
conhecidos como Diários Astronômicos Babilônicos — tabletes cuneiformes que
documentam minuciosamente fenômenos celestes — confirmam um evento notável
ocorrido em 7 a.C.: uma tripla conjunção entre Júpiter e Saturno na constelação
de Peixes.
Os dois planetas pareceram aproximar-se três
vezes ao longo daquele ano (maio, setembro e dezembro).
Para a
astrologia da época, Júpiter era frequentemente associado ao "Rei" e
Saturno ao povo judeu; portanto, um alinhamento desses dois astros na
constelação de Peixes poderia ter sido interpretado pelos sábios da Mesopotâmia
como um sinal messiânico ou real.
Nova ou
Conjunção?
Enquanto a
hipótese da supernova (baseada nos registros chineses) explica melhor a
descrição de uma "estrela nova" que surge e desaparece, a conjunção
planetária (baseada nos diários babilônicos) oferece uma explicação astronômica
previsível e carregada de simbolismo para a época.
Ambas as
teorias possuem pontos fortes e demonstram que, independentemente da natureza
exata do fenômeno, o céu daquela época certamente exibiu espetáculos
astronômicos incomuns que justificariam o interesse dos estudiosos de então.
Os
"Três" Reis Magos
Estamos
acostumados com a imagem clássica dos três reis magos que visitaram o menino
Jesus. No entanto, uma leitura atenta do texto bíblico revela que a história
popular difere consideravelmente do relato original.
1. Eles não eram reis
Ao
contrário da tradição consolidada, a Bíblia não confere título de realeza a
esses visitantes. Mateus 2:1 refere-se a eles simplesmente como
"magos". O termo, no grego original (magoi), designava uma
casta de sábios persas, especialistas em astrologia, astronomia, medicina e
ciências naturais da época.
2. O número de visitantes é desconhecido
As
Escrituras nunca especificam quantos magos viajaram até Belém; mencionam apenas
que foram "uns magos". A crença de que eram três surgiu apenas no
século III, por dedução de Orígenes, um importante teólogo da Igreja Primitiva.
Ele associou o número ao fato de terem sido oferecidos três presentes: ouro,
incenso e mirra.
3. A origem dos nomes
A Bíblia
também não registra os nomes dos magos. Foi somente a partir do século VIII que
surgiram as primeiras denominações: Bithisarea, Melchior e Gathaspa.
No século IX, o historiador Agnello de Ravena, em sua obra Pontificalis
Ecclesiae Ravennatis, adaptou essas nomenclaturas para o que conhecemos
hoje: Gaspar, Melchior e Baltazar.
A cidade em que Jesus nasceu
Belém, no
século I, não era uma metrópole ou um centro de poder; tratava-se de uma
modesta aldeia agrícola, sem o peso político ou econômico de Jerusalém.
Contudo, sua importância era imensurável para o imaginário religioso judaico,
sendo a terra natal do rei Davi e o local apontado pelas escrituras como o
local em que o Messias iria nascer:
"E tu,
Belém Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti
me sairá o que há de reinar em Israel; e cujas origens são desde os tempos
antigos, desde os dias da eternidade." (Miqueias 5:2)
A jornada
de Nazaré
Embora
Belém fosse o destino profético, ela não era o lar de José e Maria. Eles
residiam em Nazaré, uma pequena cidade na região da Galileia. A presença do
casal em Belém na ocasião do nascimento de Jesus ocorreu devido ao censo
ordenado pelo Império Romano, que obrigou os descendentes da linhagem de Davi a
retornarem à sua cidade de origem para o devido registro.
Um desafio
logístico
A distância
entre Nazaré e Belém é de aproximadamente 150 quilômetros. Nos dias de hoje,
percorremos esse trajeto em pouco mais de duas horas de carro; contudo, para
uma família na época, tratava-se de uma verdadeira expedição.
Estima-se
que a viagem tenha durado entre quatro a sete dias. Além dos obstáculos
naturais e do cansaço físico — agravado pelo fato de Maria estar em estágio
avançado de gravidez —, o percurso era frequentemente prolongado.
Para
piorar, é muito provável que o casal tenha evitado cruzar a região da Samaria,
o caminho mais curto entre a Galileia e a Judeia, devido às tensões religiosas
e históricas intensas entre judeus e samaritanos, optando por rotas
alternativas que tornaram a jornada ainda mais longa e demorada.
A cidade de
Belém existe até hoje e se localiza na Cisjordânia.
Capítulo 2 - A Infância de Jesus
Estranhamente,
a Bíblia quase não fala a respeito da infância de Jesus. Aparentemente os
evangelhos focaram mais no ministério de Jesus, que começou por volta de seus
trinta anos de idade. Pouco sabemos sobre os "anos ocultos" de Jesus.
Lucas revela
que, enquanto Jesus crescia e ficava fisicamente mais forte, ele também se
enchia de sabedoria, e a graça de Deus estava sobre ele (Lucas 2:40).
Lucas
também menciona um fato ocorrido quando Jesus tinha apenas doze anos. Jesus
tinha ido com seus pais até a cidade de Jerusalém, durante a Páscoa. Quando
estavam retornando, perceberam que Jesus não estava no grupo e voltaram para
procurá-lo. Encontraram-no, pois, conversando com alguns doutores da Lei, que
estavam maravilhados com a sabedoria do menino. Ao ser questionado por seus
pais, respondeu com uma pergunta: ― Por que vocês estavam me procurando? Não
sabiam que eu devo estar envolvido nos assuntos do meu Pai?
Isso sugere que Jesus possuía consciência
de seu messianato e de sua natureza divina desde a infância.
A passagem
termina dizendo que Jesus "voltou com eles para Nazaré e lhes era
obediente" (Lucas 2:51).
Nota-se que
Lucas retrata o jovem Jesus como alguém sábio, abençoado por Deus e obediente
aos pais, o que difere de alguns relatos apócrifos sobre sua infância, onde
Jesus é retratado como um jovem impulsivo e até mesmo cruel.
O Evangelho da Infância de Tomé, por exemplo,
fala sobre a infância de Jesus entre os cinco e os doze anos de idade. O livro
diz que Jesus moldava passarinhos com barro e dava vida a eles.
Diz também que Jesus amaldiçoou um menino que
o tinha incomodado. Segundo a narrativa, Jesus estava brincando perto de um
riacho e havia moldado pequenos pardais de barro. Um menino teria estragado a
água que Jesus havia organizado para sua brincadeira. Em resposta, Jesus o
repreendeu e pronunciou uma maldição. O texto relata que o menino imediatamente
definhou e morreu.
Em outra
passagem do mesmo livro, um garoto esbarra em Jesus na rua. O menino Jesus
teria dito algo como: "Não continuarás teu caminho", e o garoto caiu
morto.
Nota-se que
o menino Jesus apresentado pelo Evangelho da Infância de Tomé é bem diferente
do menino Jesus que a Bíblia nos apresenta. Enquanto o Jesus bíblico era um
menino obediente aos pais e focado nos assuntos de Deus, o menino apresentado
no Evangelho da Infância de Tomé era impetuoso e mau.
A maioria
dos estudiosos acredita que o Evangelho da Infância de Tomé foi escrito entre
140 e 180 d.C., embora algumas propostas o coloquem um pouco mais cedo ou mais
tarde. E, com toda a certeza, não foi escrito por Tomé, o apóstolo.
Esse livro
foi rejeitado por ser tardio, ou seja, foi escrito muito depois dos evangelhos
canônicos.
O Evangelho do Pseudo-Mateus, um dos diversos textos apócrifos sobre a
infância de Jesus, destaca-se por relatos fantásticos, como o de animais
selvagens — incluindo dragões — que prestariam adoração ao menino. Contudo,
essa obra é posterior aos evangelhos bíblicos por vários séculos. Embora o
título sugira a autoria do apóstolo Mateus, o consenso acadêmico refuta essa
atribuição; enquanto o apóstolo viveu e faleceu no século I d.C., o texto em
questão foi composto apenas entre os séculos VI e VIII d.C.
Existem outros relatos antigos sobre a infância de Jesus, mas todos
compartilham o mesmo perfil: foram escritos muito tempo após os evangelhos
canônicos e contêm elementos claramente lendários.
Após o episódio no Templo aos 12 anos, os evangelhos canônicos
praticamente silenciam sobre sua vida até o início do ministério público, por
volta dos 30 anos. Esse silêncio foi justamente o que motivou o surgimento de
tantos evangelhos apócrifos tentando contar o que teria acontecido durante
esses chamados "anos ocultos" de Jesus.
Capítulo 3 - A aparência de Jesus
A Bíblia, ocasionalmente, faz referências à aparência física de seus
personagens. Sara, por exemplo, é descrita como muito bonita, mesmo em idade
avançada (Gênesis 12:11-14); José é mencionado como um homem atraente (Gênesis
39:6); e Absalão era considerado extremamente belo (2 Samuel 14:25). Há também
descrições específicas, como a de Esaú, descrito como ruivo e muito peludo ao
nascer (Gênesis 25:25), e Davi, também ruivo, de olhos bonitos e boa aparência
(1 Samuel 16:12). Saul destacava-se pela altura, sendo mais alto que os demais
israelitas (1 Samuel 9:2), enquanto Zaqueu é lembrado por sua baixa estatura
(Lucas 19:3).
Quanto a Jesus, contudo, o Novo Testamento silencia sobre sua
fisionomia. Esse silêncio sugere que sua aparência era comum, não o
distinguindo das demais pessoas de sua época. Tal conclusão harmoniza-se com a
profecia de Isaías 53:2, interpretada por muitos teólogos como uma referência
ao Messias: o "Servo Sofredor" não possuiria uma beleza chamativa, o
que não denota feiura, mas sim um aspecto ordinário. De modo geral, os autores
bíblicos priorizavam o caráter, as ações e o propósito espiritual sobre os traços
físicos.
A representação de um Jesus europeu — de pele clara e traços ocidentais
— é um fenômeno posterior. Artistas dos períodos bizantino e renascentista
tendiam a retratar figuras bíblicas com as características de seus próprios
contextos geográficos e culturais. Contudo, evidências arqueológicas,
históricas e antropológicas indicam que os judeus do século I possuíam pele
morena, cabelos escuros, olhos castanhos e altura entre 1,60 m e 1,70 m. É
provável que Jesus se encaixasse nesse perfil; se ele tivesse a aparência
iconográfica clássica, ela certamente teria sido comentada pelos evangelistas,
pois seria uma aparência incomum.
Ao longo dos séculos, surgiram tentativas de descrever o Messias. A
"Carta de Lentulus", por exemplo, descreve-o como um homem de
estatura mediana e feições específicas. Contudo, estudiosos consideram o
documento uma falsificação medieval (produzida entre os séculos XIII e XV). Da
mesma forma, relatos em apócrifos, como os "Atos de João", apresentam
descrições mutáveis — ora jovem, ora velho, ora alto, ora baixo — o que revela
uma intenção puramente simbólica e teológica, e não histórica.
Por fim, há o Sudário de Turim, frequentemente associado ao lençol de
linho que envolveu o corpo de Jesus (Mateus 27:59, Marcos 15:46, Lucas 23:53 e
João 19:40). Embora o objeto desperte grande interesse, seu registro histórico
documentado remonta apenas a 1355, na França, sob a posse do cavaleiro Geoffroi
de Charny. Não há, portanto, uma cadeia de custódia comprovada que ligue a
relíquia ao primeiro século.
Não existe um consenso entre os estudiosos sobre a autenticidade dessa
relíquia. Alguns acreditam que seja autêntico, ou seja, que seja, de fato, o
tecido que envolveu o corpo de Jesus. Outros, porém, acreditam que seja uma
relíquia antiga, mas que não tenha relação com Jesus. Existem também aqueles
que acreditam se tratar de uma criação medieval. Muitos historiadores adotaram
essa posição depois dos testes de carbono 14 que foram realizados no tecido.
Em 1988, laboratórios da Universidade de Oxford, Universidade do Arizona
e Instituto Federal de Tecnologia de Zurique analisaram amostras do tecido. O
resultado indicou que o pano foi produzido entre 1260 e 1390 d.C., sugerindo
origem medieval.
Por outro lado, alguns pesquisadores argumentam que a amostra utilizada
poderia ter vindo de uma área remendada após danos sofridos pelo tecido ao
longo dos séculos, o que teria afetado a datação. O debate continua até hoje.
O sudário é preservado na Catedral de São João Batista, na cidade de
Turim, e pertence à Santa Sé.
Curiosamente, a Igreja Católica não declara oficialmente que o sudário
seja autêntico. Ela o considera uma relíquia importante para a devoção cristã,
mas deixa a questão de sua autenticidade histórica em aberto.
Em 1976, pesquisadores usando um analisador de imagens chamado VP-8
descobriram que a imagem gerava um efeito tridimensional mais coerente do que
fotografias comuns. Isso despertou grande interesse e levou a diversas
reconstruções faciais e corporais.
No entanto, existe uma limitação importante: mesmo que o sudário seja
autêntico, as reconstruções não seriam uma fotografia exata. Os pesquisadores
precisam preencher muitas lacunas e interpretar áreas pouco definidas da
imagem.
Além disso, há uma questão anterior: a autenticidade do próprio sudário
continua sendo debatida. Se o tecido não for do século I, então qualquer
reconstrução representaria apenas o homem que deixou a imagem nele, e não
necessariamente Jesus.
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