sábado, 18 de abril de 2026

A descoberta da penicilina e o argumento ateísta

 


    A charge acima foi copiada de uma página de debate entre ateus e teístas. Ela possui várias versões e já vem sendo utilizada há muito tempo por ateus militantes. O argumento é sempre o mesmo: a penicilina salvou mais vidas que o Deus bíblico. Essa é uma forma que os ateus encontraram de expressar seu pensamento de que a ciência é mais útil que a fé. 

    Mas falando sobre a penicilina, você sabe como ela foi descoberta?

    O descobridor da penicilina foi o cientista escocês Alexander Fleming, em 1928, e ele descobriu a penicilina de forma acidental. 

    Fleming trabalhava com bactérias do gênero Staphylococcus em seu laboratório. Após voltar de férias, ele percebeu que uma das placas de cultura havia sido contaminada por um mofo (um fungo). O curioso é que, ao redor desse mofo, as bactérias não cresciam. Esse fungo era do gênero Penicillium.
Intrigado, Fleming investigou e concluiu que o mofo produzia uma substância capaz de matar ou impedir o crescimento das bactérias. Ele chamou essa substância de penicilina.

    Essa descoberta revolucionou a medicina, inaugurando a era dos antibióticos e salvando milhões de vidas.
    Mas existe um detalhe que o ateu militante que usa essa descoberta para atacar a fé em Deus ainda não percebeu: a penicilina não foi literalmente inventada... ela já existia na natureza, estava pronta, apenas esperando que alguém a descobrisse. O próprio Fleming reconheceu isso quando disse: 

“Eu não inventei a penicilina. A natureza a fez. Eu apenas a descobri por acaso.”

A ciência produz os medicamentos, que são importantíssimos para nós, humanos (e também para os animais), mas a matéria-prima vem da natureza. Deus deixou tudo pronto e espalhado na natureza, e deu inteligência ao homem para montar esse verdadeiro quebra-cabeças.  

    Os medicamentos que hoje conhecemos costumam vir de três fontes principais: origem natural, semissintéticos e sintéticos. 

    Os medicamentos de origem natural geralmente são extraídos de organismos vivos como Plantas (ex: Morfina, derivada da papoula), Fungos (ex: Penicilina) e também de bactérias e outros microrganismos.

    Os medicamentos semissintéticos também usam matéria-prima da natureza, mas são modificados em laboratório para melhorar a eficácia ou reduzir os efeitos colaterais. Um exemplo de medicamento semissintético é a Amoxicilina.

    Os medicamentos sintéticos são aqueles que são produzidos através de reações químicas (Ex: Paracetamol), Mas há um detalhe importante: mesmo os medicamentos “sintéticos” dependem de matéria-prima química básica, que em última análise vem da natureza (como petróleo, minerais, etc.). Ou seja, tudo vem da natureza em sentido amplo — mas não necessariamente de forma direta ou biológica.

    Portanto a função da ciência é trabalhar com matérias-primas criadas por Deus e transforma-las em medicamentos úteis. Assim, a argumentação ateísta se torna inválida quando percebemos que o homem não cria coisas do nada... ele sempre depende de algo que já está na natureza.


1 comentário:

  1. Não concordo com o seu argumento, você está atribuimdo a existência a Deus, este mesmo que não se consegue comprovar a existência, acreditando pela fê do que pela razão. É claro que para existir tem de ser formado de materia e é a partir deste entedimento básico que as outras coisas se derivam, isto não desfaz o sentido do verbo criar. A penicilina já existia dentro do fungo, mas sua função como remédio, não existia. A natureza é a base, a materia prima, aparti do momento que alguém consegue modificar e criar uma nova função, significado a alguma coisa nova, isto foi criado. Exemplos: Um poeta cria poesias mesmo usando palavras que já existiam, mas a criatividade é sua, o modo de arranjo da rima é seu; O engenheiro cria uma peça, apesar de não ter criado os materias usados, mas foi ele que os organizou em um objeto funcional. Então o siginificado de criar a partir de fontes primarias algo diferente, com uma nova função, esta correto.

    ResponderEliminar