Opa! Primeira postagem de 2026, e já começo falando de um assunto que já apareceu algumas vezes neste blog — mas que sempre vale a pena revisitar. Afinal, repetir nunca é demais quando a ideia ainda não conseguiu entrar na cabecinha confusa do ateu militante.
Hoje tive um pequeno debate com um ateu em uma rede social, e o tema foi o livre-arbítrio. Como é possível ver no print acima, ele questionava por que Deus, sendo Todo-Poderoso e Onipresente, ainda assim permite que crianças sejam abusadas.
Expliquei a ele que o ser humano possui livre-arbítrio — isto é, a capacidade de fazer escolhas e tomar decisões de forma autônoma. Assim, mesmo quando alguém opta por praticar o mal, Deus não intervém para impedir essa escolha.
Isso ocorre porque Deus criou um mundo no qual os seres humanos são verdadeiramente livres, e não simples bonecos sob Seu controle. Se Deus impedisse todo mal cometido pelas pessoas, Ele estaria anulando o livre-arbítrio humano e nos transformando em meros bonecos de ventríloquo ou personagens de um gigantesco videogame, no qual Deus controlaria cada ação.
O próprio ateu que criou o post ao qual respondi é uma prova do livre-arbítrio em ação, pois exerceu sua liberdade ao escrever uma crítica a Deus sem ser impedido em momento algum. Imagine como ele se sentiria se, ao tentar redigir esse texto, seus dedos simplesmente ficassem imóveis, impossibilitando-o de escrever. Certamente protestaria, alegando que Deus estaria o censurando ou violando sua liberdade de expressão.
Nessas últimas décadas debatendo com ateus pela internet, aprendi até a antecipar seus contra-argumentos. Quando escrevi isso a ele, já imaginava qual seria sua resposta: como de costume, apelaria para o lado emocional e questionaria onde estaria o livre-arbítrio da menina que, no exemplo apresentado por ele, havia sido abusada.
Esse é o cerne do problema: muitos ateus militantes ainda não compreenderam o que realmente é o livre-arbítrio. Livre-arbítrio é a capacidade de escolher as próprias ações — sejam elas boas ou ruins — dentro daquilo que está sob o controle do indivíduo. A pessoa só pode escolher e colocar em prática aquilo que depende dela.
Justamente por isso, uma criança prestes a ser abusada não pode usar o livre-arbítrio para “escolher” não ser abusada. Da mesma forma, eu não posso usar meu livre-arbítrio para escolher não ser atropelado ou para escolher não ser assaltado na rua. Esses eventos não estão sob meu controle.
Os ateus acabam fazendo uma grande confusão com esse conceito. Em resumo, livre-arbítrio é a capacidade que tenho de planejar e executar minhas próprias ações sem ser impedido por Deus, mesmo quando essas ações são moralmente erradas aos olhos d’Ele. Livre-arbítrio definitivamente não é o poder de escolher tudo o que acontece comigo.
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